Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

Imagem
Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Inspiração: índigo

Altamente inspirada nas postagens da Regiane Ivanski, blogueira do famoso Casa com Decoração sobre a tendência do uso do jeans na decoração na América do Norte, comecei a notar mais essa cor nas minhas pesquisas recentes. E numa delas cheguei nesse blog que também gosto muito, o 79 Ideas que fala sobre o uso do índigo e denin na decoração.

O Índigo ou anil é, segundo a Wikipédia, "a cor da luz localizada entre o azul e o violeta. Assim como muitas outras cores (como laranja, rosa e violeta), a origem do nome provém de um objeto natural - a planta índigo. Pela etimologia, do árabe annir e do persa nil (índigo)."

 
Devo dizer que sou do tempo em que não haviam disponibilidade de usar calças jeans americanas com aquele caimento e textura que hoje é tão comum. Aqui haviam as de brim coringa. Na medida em que se conseguiam as tão afamadas calças Lee, elas iam sendo aproveitadas das mais variadas maneiras. Sim, a gente reciclava. Sim, a gente customizava. E sim, elas ficavam velhas de uso. Calças viravam saias, bolsas e tudo o mais que nos viesse à cabeça. E isso era feito nas máquinas de costura de casa. 

Usar o índigo em todos os seus matizes pode valorizar qualquer ambiente. Primeiro porque as gamas de azul estão normalmente linkadas à tranquilidade e à criatividade. Uma das formas de usar é nas paredes. Sou suspeita porque adoro usar um azul jeans em uma parede para contrastar. 
Seja em revestimentos, em cortinas (adorei a transparência do azul jeans lá de cima), em painéis, detalhes ou paredes é uma cor associada por alguns místicos à cura espiritual e meditação. E cá entre nós, nesses nossos tempos estressantes, um pouco de tranquilidade é tudo de bom, não é verdade?  

Fontes das fotos: Pinterest

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Calungas, a representação da escala nos desenhos

O Constructo e o Rosto