A casa também envelhece com quem mora nela
Conheci o arquiteto e urbanista Ciro Férrer em uma live sobre GeroArquitetura, onde ele falou como nasceu a sua vivência neste campo: foi cuidador da sua avó por cinco anos. Aquela experiência transformou a sua visão de ver a arquitetura não apenas como técnica, mas principalmente como uma missão humana. Eu senti uma empatia com a sua história porque é bem semelhante com a minha. Cuidei e acompanhei meus pais em época de maior fragilidade por cerca de vinte anos. E também como ele, percebi que a arquitetura deve ser uma ferramenta de resgate. De que o projetar não deve ser apenas para o momento presente, mas para ser uma prevenção e garantia de que você, nosso cliente, continue sendo o protagonista da sua própria vida, com a dignidade que merece e sem depender excessivamente de filhos, familiares ou amigos. Fui me aprofundar mais sobre a prática e a teoria de Ciro Férrer e isso me fez pensar em algo que observo há muitos anos na prática profissional. Costumamos imaginar o envelhecimen...

Gostei muito das suas reflexões a respeito desse olhar o passado com uma visão do presente.Particularmente, me sinto questionada sempre com a "violencia"de se forçar uma população a abandonar sua cultura
ResponderExcluire seus hábitos.Eu me pergunto:será válido tudo isso?
Como todo questionamento histórico, creio que não conseguiremos responder. A História e a Vida se fazem de lutas, o mais forte abate o mais fraco. Será justo? Creio que não. Será possível que não mais aconteça? Também creio que não. O importante é estarmos sempre conscientes disso. Trabalho de formiguinha. Quem sabe um dia...
ResponderExcluirObrigada por teu comentário Edna, esse retorno é super importante para mim. Grande abraço
Elenara
Elenara, fiquei arrepiada de ler seu post. Parabéns, seu olhar tem espiritualidade e poesia. Beijos, Cláudia
ResponderExcluirMuito obrigada Cláudia! Muito bom saber que tu gostou! Abraços
ResponderExcluirElenara
Lindo texto e belas imagens, concordo que o instante, o momento, é mais significativo que qualquer representação virtual.
ResponderExcluirObrigada Widhey Henrique! Adorei teu comentário. Abraço
ResponderExcluirElenara
Maravilhoso esse teu trabalho e depoimento.Concordo com todos os comentários.A tua sensibilidade me fez refletir sobre a origem da nossa aguerrida ALMA gaudéria.
ResponderExcluirNão serão uns Felicianos e Renans de hoje que nos intimidarão nossos insensatos desejos- , liberdade e desenvolvimento.Lembra da música"Vento Negro" do Fogaça foi o que tu sentiu.É o mesmo... Abraço
Obrigada pelo comentário, Paulo Ricardo. Sempre tive muito presente essa herança da alma gaudéria. Abraços
ResponderExcluirElenara