Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida
Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura. Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Gostei muito das suas reflexões a respeito desse olhar o passado com uma visão do presente.Particularmente, me sinto questionada sempre com a "violencia"de se forçar uma população a abandonar sua cultura
ResponderExcluire seus hábitos.Eu me pergunto:será válido tudo isso?
Como todo questionamento histórico, creio que não conseguiremos responder. A História e a Vida se fazem de lutas, o mais forte abate o mais fraco. Será justo? Creio que não. Será possível que não mais aconteça? Também creio que não. O importante é estarmos sempre conscientes disso. Trabalho de formiguinha. Quem sabe um dia...
ResponderExcluirObrigada por teu comentário Edna, esse retorno é super importante para mim. Grande abraço
Elenara
Elenara, fiquei arrepiada de ler seu post. Parabéns, seu olhar tem espiritualidade e poesia. Beijos, Cláudia
ResponderExcluirMuito obrigada Cláudia! Muito bom saber que tu gostou! Abraços
ResponderExcluirElenara
Lindo texto e belas imagens, concordo que o instante, o momento, é mais significativo que qualquer representação virtual.
ResponderExcluirObrigada Widhey Henrique! Adorei teu comentário. Abraço
ResponderExcluirElenara
Maravilhoso esse teu trabalho e depoimento.Concordo com todos os comentários.A tua sensibilidade me fez refletir sobre a origem da nossa aguerrida ALMA gaudéria.
ResponderExcluirNão serão uns Felicianos e Renans de hoje que nos intimidarão nossos insensatos desejos- , liberdade e desenvolvimento.Lembra da música"Vento Negro" do Fogaça foi o que tu sentiu.É o mesmo... Abraço
Obrigada pelo comentário, Paulo Ricardo. Sempre tive muito presente essa herança da alma gaudéria. Abraços
ResponderExcluirElenara