O espaço que envelhece com você: o que a arquitetura tem a ver com os seus próximos 30 anos
Imaginemos uma manhã comum em qualquer cidade por aí: alguém acorda, vai ao banheiro no escuro, tropeça no batente que nunca incomodou tanto antes, segura a parede porque não há barra de apoio, e pensa que está ficando velho. Não está. Está vivendo num espaço que nunca foi pensado para o corpo que ele tem hoje. Esse é o ponto que me interessa. Envelhecer todos (os que tiverem sorte) vão. Mas até que ponto a arquitetura ignora estes processos? As projeções nos dizem que o Brasil vai ter 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2060. E o que estamos construindo para receber esse contingente? Apartamentos com corredores de 80 centímetros. Banheiros onde dois adultos mal conseguem se virar. Entradas sem rampas. Calçadas que parecem ter sido projetadas para testar equilíbrio. A cidade, como eu costumo repetir por aqui, nunca te viu. E a maioria dos lares também não. "Aging in place" não é um conceito de design escandinavo importado para Instagram. É o direito de permanecer no ...

Gostei muito das suas reflexões a respeito desse olhar o passado com uma visão do presente.Particularmente, me sinto questionada sempre com a "violencia"de se forçar uma população a abandonar sua cultura
ResponderExcluire seus hábitos.Eu me pergunto:será válido tudo isso?
Como todo questionamento histórico, creio que não conseguiremos responder. A História e a Vida se fazem de lutas, o mais forte abate o mais fraco. Será justo? Creio que não. Será possível que não mais aconteça? Também creio que não. O importante é estarmos sempre conscientes disso. Trabalho de formiguinha. Quem sabe um dia...
ResponderExcluirObrigada por teu comentário Edna, esse retorno é super importante para mim. Grande abraço
Elenara
Elenara, fiquei arrepiada de ler seu post. Parabéns, seu olhar tem espiritualidade e poesia. Beijos, Cláudia
ResponderExcluirMuito obrigada Cláudia! Muito bom saber que tu gostou! Abraços
ResponderExcluirElenara
Lindo texto e belas imagens, concordo que o instante, o momento, é mais significativo que qualquer representação virtual.
ResponderExcluirObrigada Widhey Henrique! Adorei teu comentário. Abraço
ResponderExcluirElenara
Maravilhoso esse teu trabalho e depoimento.Concordo com todos os comentários.A tua sensibilidade me fez refletir sobre a origem da nossa aguerrida ALMA gaudéria.
ResponderExcluirNão serão uns Felicianos e Renans de hoje que nos intimidarão nossos insensatos desejos- , liberdade e desenvolvimento.Lembra da música"Vento Negro" do Fogaça foi o que tu sentiu.É o mesmo... Abraço
Obrigada pelo comentário, Paulo Ricardo. Sempre tive muito presente essa herança da alma gaudéria. Abraços
ResponderExcluirElenara