Nem nos sonhos as cidades são seguras para as mulheres

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  Por que o urbanismo ainda ignora o corpo feminino? Às vezes os sonhos, mesmo que sejam pesadelos, são mais honestos do que qualquer relatório técnico. Relatei um desses que tive onde estava sozinha tendo que caminhar ao anoitecer no centro de minha cidade. Ainda haviam pessoas no sonho, mas a sensação de medo era palpável.  O inconsciente nos revela várias camadas adormecidas por meio dos sonhos. A gente acorda pensando naquilo. Sentindo as emoções daquilo. Sabendo que são insights simbólicos, alguns claros, outros escondidos. Como tudo na mente da gente. Essa diabinha que não para de se expandir. E de exigir atenção, feito criança birrenta. Espaços externos x espaços internos. Primeiro literais que sonho de arquiteta é repleto de detalhes espaciais. Chega a cansar de tanta coisa. Tem até escada inacessível que deixa a gente indignada até no sonho! E ele não te poupa da realidade. E quando tenta analisar aquele pesadelo, observa que na lista de recados simbólicos, a gente lê...

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ADOREI essa foto abaixo quando vi no Pinterest. Estava pensando em escrever algo que envolvesse reciclagem, reúso e sustentabilidade afetiva. Mas quando fui no site original conferir...me deparei com imagens! E que imagens! Falam por si. Tinha que compartilhar aqui.
Sou uma deslumbrada por fotos. E fotos com alma. Fotos que contem uma história. Em cada desses imagens, e eu escolhi as afins com arquitetura, com ambientes, falam de gente, é quase como se conseguíssemos imaginar as pessoas que aí vivem, as que viveram, as que se olharam em espelhos antigos, guardando vaidades secretas que se perderam na história, mas sobreviveram na lembrança de alguém. Chamamos isso de imortalidade também. 

Uma acolhida hospitaleira de um tempo mais ameno, onde os chapéus, mais que nos proteger de um sol que nos queima (mas também nos fortalece), eram um sinal de elegância. E talvez de uma sabedoria que também perdemos. A elegância, essa passou a ser confundida com bem vestir, mais que a verdadeira, a de saber conviver com generosidade e respeito.  

Tudo me fala de gente, todas as imagens, embora sem a presença humana, transpiram presença. Gostei demais.


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