Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

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ADOREI essa foto abaixo quando vi no Pinterest. Estava pensando em escrever algo que envolvesse reciclagem, reúso e sustentabilidade afetiva. Mas quando fui no site original conferir...me deparei com imagens! E que imagens! Falam por si. Tinha que compartilhar aqui.
Sou uma deslumbrada por fotos. E fotos com alma. Fotos que contem uma história. Em cada desses imagens, e eu escolhi as afins com arquitetura, com ambientes, falam de gente, é quase como se conseguíssemos imaginar as pessoas que aí vivem, as que viveram, as que se olharam em espelhos antigos, guardando vaidades secretas que se perderam na história, mas sobreviveram na lembrança de alguém. Chamamos isso de imortalidade também. 

Uma acolhida hospitaleira de um tempo mais ameno, onde os chapéus, mais que nos proteger de um sol que nos queima (mas também nos fortalece), eram um sinal de elegância. E talvez de uma sabedoria que também perdemos. A elegância, essa passou a ser confundida com bem vestir, mais que a verdadeira, a de saber conviver com generosidade e respeito.  

Tudo me fala de gente, todas as imagens, embora sem a presença humana, transpiram presença. Gostei demais.


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