Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Fomentando o turismo com arquitetura

As cidades sedes da Copa do Mundo estão um verdadeiro canteiro de obras e isso, embora gere problemas para seus habitantes hoje, vai ser bom em termos de mobilidade urbana em algum tempo futuro. Esperamos que sim. Mas não vejo um plano de valorização de nossas rotas turísticas que tenha um planejamento estratégico e unificado. E por isso achei bem interessante mostrar aqui o exemplo das Rotas Turísticas Nacionais da Noruega, um projeto de 2005 que reuniu um time de arquitetos para uma tarefa de peso:  "Um trabalho em conjunto para ligar os pontos em todo o país e ajudar a formar uma rede de obras de arte cênica que fariam qualquer pessoa (nórdico ou não) delirar". Esse é um trabalho de médio prazo (uma agenda de 15 anos) o que já me faz sonhar com algo assim aqui, acostumada a ações mais pontuais e em geral reativas. 



O viajante poderá conhecer as paisagens deslumbrantes do pais através de uma rede de rodovias seguras e com mirantes fantásticos! Tudo bem que no Brasil a escala é outra. Mas nada impede que isso fosse feito em estados ou regiões de interesse turístico. Uma iniciativa conjunta de governo, iniciativa privada e órgãos de classe como CAU e IAB poderiam se unir e prever um planejamento estratégico que fomentasse a vinda de turistas de fora e de dentro para curtir nossas belezas, que não são poucas. Seria sonhar demais?   

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