A casa também envelhece com quem mora nela

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Conheci o arquiteto e urbanista Ciro Férrer em uma live sobre GeroArquitetura, onde ele falou como nasceu a sua vivência neste campo: foi cuidador da sua avó por cinco anos. Aquela experiência transformou a sua visão de ver a arquitetura não apenas como técnica, mas principalmente como uma missão humana. Eu senti uma empatia com a sua história porque é bem semelhante com a minha. Cuidei e acompanhei meus pais em época de maior fragilidade por cerca de vinte anos. E também como ele, percebi que a arquitetura deve ser uma ferramenta de resgate. De que o projetar não deve ser apenas para o momento presente, mas para ser uma prevenção e garantia de que você, nosso cliente, continue sendo o protagonista da sua própria vida, com a dignidade que merece e sem depender excessivamente de filhos, familiares ou amigos. Fui me aprofundar mais sobre a prática e a teoria de Ciro Férrer e isso me fez pensar em algo que observo há muitos anos na prática profissional. Costumamos imaginar o envelhecimen...

Fomentando o turismo com arquitetura

As cidades sedes da Copa do Mundo estão um verdadeiro canteiro de obras e isso, embora gere problemas para seus habitantes hoje, vai ser bom em termos de mobilidade urbana em algum tempo futuro. Esperamos que sim. Mas não vejo um plano de valorização de nossas rotas turísticas que tenha um planejamento estratégico e unificado. E por isso achei bem interessante mostrar aqui o exemplo das Rotas Turísticas Nacionais da Noruega, um projeto de 2005 que reuniu um time de arquitetos para uma tarefa de peso:  "Um trabalho em conjunto para ligar os pontos em todo o país e ajudar a formar uma rede de obras de arte cênica que fariam qualquer pessoa (nórdico ou não) delirar". Esse é um trabalho de médio prazo (uma agenda de 15 anos) o que já me faz sonhar com algo assim aqui, acostumada a ações mais pontuais e em geral reativas. 



O viajante poderá conhecer as paisagens deslumbrantes do pais através de uma rede de rodovias seguras e com mirantes fantásticos! Tudo bem que no Brasil a escala é outra. Mas nada impede que isso fosse feito em estados ou regiões de interesse turístico. Uma iniciativa conjunta de governo, iniciativa privada e órgãos de classe como CAU e IAB poderiam se unir e prever um planejamento estratégico que fomentasse a vinda de turistas de fora e de dentro para curtir nossas belezas, que não são poucas. Seria sonhar demais?   

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