Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Comer, beber - e não desperdiçar


Sábado, dia preguiçoso, blogueira cansada. Um número infindo de pautas para desenvolver mas cadê cabeça? Sábado pelas manhãs sempre foi o meu dia de ficar ao leo. Ficar ao leo é ficar sem fazer nada que não seja puramente sentido como prazeroso. Já não tenho esse luxo hoje em dia, de ficar somente para mim mesma. Mas navegar chega um pouco perto disso. E reunindo prazer, sábado e a lembrança de boa comida, olhem o que achei!


Duas propostas lúdicas de uso de resíduos de comer e beber. 

Bancos feitos de rolhas

Já tinha visto um monte de aproveitamento delas, mas esse ambiente, essa garrafa de vinho branco, essa pedra e esses bancos de rolhas me lembraram vinhedos, me lembraram alguma coisa meia francesa, uma coisa leve...

Entenderam, não é mesmo? 




Não sei se é prático, não sei se funciona, mas como imagem é emblemático.

E nem tudo na vida é meramente funcional...principalmente aos sábados...



E outra proposta, talvez não tão bela, mas instigante, foram essas mesas do Stúdio polonês  Rygalik. Pode ser vista AQUI. Sua inspiração foi uma pesquisa austriaca sobre a comida jogada fora em Viena que podria alimentar metade da população de Graz. 

Vendo assim, reaproveitadas em peças, temos uma outra dimensão do consumo de alimentos. Eles nunca devem ser desperdiçados, se não nos agradam, podem matar a fome de outras pessoas. Gestos simples como não jogar fora o que pode ser aproveitado e não se servir além da conta, podem não resolver a fome no mundo, mas são um belo exemplo pessoal que pode gerar mais e mais atitudes parecidas.

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