O quanto as cidades são seguras para mulheres?

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Estava em uma conversa em um aplicativo de mensagens (aquele mesmo que quase todos usam) quando surgiu o assunto sobre uma rua bem famosa daqui. E eu disse que não me sentia segura ao andar por ela. Que tinha uma percepção de insegurança. E a resposta foi que seria talvez uma visão pessoal. Como sei que a visão (e experiência) das mulheres sobre o que é uma cidade segura pode ser diferente das visões masculinas, fui pesquisar a respeito em artigos acadêmicos e governamentais recentes para entender mais sobre a realidade. É mesmo percepção pessoal. Ou.... Pesquisa do Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva, divulgada em setembro de 2024, mostrou um dado alarmante: que 97% das brasileiras sentem medo de sofrer violência quando se deslocam pela cidade. A mesma pesquisa aponta que 71% das mulheres já sofreram algum tipo de violência durante seus deslocamentos urbanos. Entre mulheres negras e LBT, os índices sobem ainda mais.  Isso não é sensação isolada. Se per...

Comer, beber - e não desperdiçar


Sábado, dia preguiçoso, blogueira cansada. Um número infindo de pautas para desenvolver mas cadê cabeça? Sábado pelas manhãs sempre foi o meu dia de ficar ao leo. Ficar ao leo é ficar sem fazer nada que não seja puramente sentido como prazeroso. Já não tenho esse luxo hoje em dia, de ficar somente para mim mesma. Mas navegar chega um pouco perto disso. E reunindo prazer, sábado e a lembrança de boa comida, olhem o que achei!


Duas propostas lúdicas de uso de resíduos de comer e beber. 

Bancos feitos de rolhas

Já tinha visto um monte de aproveitamento delas, mas esse ambiente, essa garrafa de vinho branco, essa pedra e esses bancos de rolhas me lembraram vinhedos, me lembraram alguma coisa meia francesa, uma coisa leve...

Entenderam, não é mesmo? 




Não sei se é prático, não sei se funciona, mas como imagem é emblemático.

E nem tudo na vida é meramente funcional...principalmente aos sábados...



E outra proposta, talvez não tão bela, mas instigante, foram essas mesas do Stúdio polonês  Rygalik. Pode ser vista AQUI. Sua inspiração foi uma pesquisa austriaca sobre a comida jogada fora em Viena que podria alimentar metade da população de Graz. 

Vendo assim, reaproveitadas em peças, temos uma outra dimensão do consumo de alimentos. Eles nunca devem ser desperdiçados, se não nos agradam, podem matar a fome de outras pessoas. Gestos simples como não jogar fora o que pode ser aproveitado e não se servir além da conta, podem não resolver a fome no mundo, mas são um belo exemplo pessoal que pode gerar mais e mais atitudes parecidas.

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