Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Casa nas nuvens

Foto Elenara Stein Leitão
Se alguém estiver lendo isso é porque o mundo não acabou e estamos todos em um sábado, dia 22/12/12, adiando esse final para mais mais tarde. Para alguns mais cedo, para outros depois. De uma certa forma o que nos conforma como seres humanos é a certeza da finitude. 

Essa certeza foi o mote da construção de variados edificios maravilhosos ao redor do mundo. A Arquitetura sempre foi uma maneira de garantir que seu nome seja lembrado por milênios depois de sua morte. E vai querer uma forma melhor de imortalidade? Ser lembrado...

E as nuvens ? Se o concreto é o que fica, as nuvens me representam o etéreo. O que está lá em cima. O que se pensa alcançar, o que se deseja...Me lembrei disso vendo um projeto no Face - o Projeto Nuvens 365. Vale a pena dar uma olhada. Eu pelo menos sou fascinada por elas. Quando pequena imaginava que quando ficasse grande ia pegar um avião, abrir a janelinha e pegar um pedacinho da nuvem...Viu? Nuvem é inalcançável. Talvez uma das lições mais cruéis da maturidade. Quando e SE puder pegar uma, ela se esvai. 

Foto Elenara Stein Leitão
 Por isso a nossa necessidade de sonhar. Quando participava do Second Life (aquele mundo virtual que virou febre uma vez) eu tinha uma casa nas nuvens. Era bem bom, Quando estava cansada, lá ia eu, brincar de casinha nas nuvens. Como lá era homeless (ou skyless...) e morava de favor, me tiraram a casinha...me senti muito desamparada. Literalmente caí de alturas naquele mundo virtual. Nunca mais voltei. Mas houve quem soubesse transformar seu mundo de sonhos em realidade bonita. Meu amigo Wagner se apaixonou por lá. E cruzou mares e dificuldades para desvirtualizar esse amor. Está lá na Holanda hoje, vivendo com seu amor. Bingo! Nuvens servem não apenas para sonhar. Servem para abrir novas portas. Que cabem a nós conquistar.
Foto Elenara Stein Leitão
E como o mundo não acabou, mas podia...resta-nos sonhar com um melhor para todos nós. E fazer acontecer. Bom 2013!

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