Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Olhando pela janela...

 As vezes pinço algumas imagens que vejo de minha janela. Já falei sobre isso AQUI. É como um exercicio projetual, focar dentro do geral. Particularizar o que se mescla ao entorno e passa meio desapercebido. Pode ser um puxadinho que se soma às outras intervenções em casas antigas de uma rua da cidade. Causa uma estranheza, é como se cada andar fosse sendo empilhado e nada tivesse a ver um com o outro. É aí que se percebe a falta de uma visão profissional. Funciona ? Até pode. Mas estraga a cidade...  
Já uma intervenção que resgate a beleza de antigas residências que mudam de uso, realça a herança de um bairro que já foi tipicamente moradia de classes médias e abastadas e hoje se torna local de comércio. Mas resguarda a memória. 
Só para constar. Os dois prédios estão no mesmo quarteirão.
O verde sempre traz um ar de vida na cidade. Seja nas coberturas, seja na teimosia que teima em renascer no meio dos prédios.
A minha janela é privilegiada! Eu enxergo a chegada tanto de navios como aviões! E aí também se revela a beleza de uma cidade com rio. Ou lago/lagoa não importa. 
Enxergar além do cotidiano. Pinçar pedacinhos de poesia nas ruas da cidade. Isso também é um pouquinho de sabedoria.

Fotos Elenara Stein Leitão

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