A cidade que não te vê: quando o espaço urbano envelhece mais rápido do que aprende

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  Há uma cena que se repete em muitas de nossas cidades com uma regularidade que incomoda. Uma pessoa idosa para na esquina, olha para os dois lados, e espera. E muitas vezes o sinal já abriu. Ela espera porque sabe, por experiência acumulada no corpo, que o tempo de travessia não foi feito para o seu passo. Ela aprendeu a calcular antes de sair de casa. Calcular nas calçadas. E calcular mais uma vez, nas esquinas, enquanto os carros aguardam com uma impaciência que não se disfarça. As engrenagens e buzinas que o digam.  Essa cena dura talvez trinta segundos. Ela não costuma aparecer em nenhum relatório de mobilidade urbana. E é justamente por isso que precisamos falar.  A hostilidade que afasta Existe um tipo de arquitetura hostil que já se fala bastante: o banco com divisória no meio para impedir que alguém deite, o piso pontiagudo embaixo do viaduto, a cerca elétrica que delimita o que é de quem. São dispositivos que dizem, sem ambiguidade, você não pode ficar aqui...

Sustentabilidade, mais que um estilo

“As 3 principais vertentes da sustentabilidade – ambiental, social e econômica – impulsionaram a renovação e a consolidação da própria arquitetura. O projeto ecológico converteu-se no maior motor de regeneração da arquitetura ao longo de 1990. Os preceitos fundamentais da arquitetura foram abalados por correntes ecológicas que influenciam todos os aspectos da construção, desde a engenharia da edificação até o projeto e os espaços internos ou a especificação de materiais construtivos. Embora seja possível considerar a arquitetura sustentável um estilo, pois as edificações ecológicas são facilmente identificáveis, o projeto ecológico é muito mais que um simples estilo. Trata-se de uma reordenação fundamental dos princípios básicos de projeto e tecnológicos, consistindo, portanto, em uma nova configuração de todos os elementos essenciais da arquitetura.” (extraído do livro O guia básico da sustentabilidade, p. 48, Brian Edwards). 

Diria que um projeto de edificação ecológica tem tudo a ver com a velha e boa Arquitetura, aquela que pensava o entorno, levava em consideração a tecnologia e materiais existentes no local, se adequava às condições ambientais e culturais do local mais do que às modas tecnológicas ou estilos em voga. 

Leia mais sobre sustentabilidade em edificações nos links abaixo que falam sobre sustentabilidade e inovação na habitação popular, nas edificações em geral e uma reportagem sobre casa sustentável

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