Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

A tesoura e o design para idosos


Hoje ouvi um texto delicioso que falava das agruras de envelhecer e de como as coisas, que antes eram fáceis, iam se modificando: os espelhos parecem embaçados ao mostrar uma imagem enrugada, as estantes ficam maiores para braços mais frágeis...mas uma coisa não era aparência: a dificuldade cada dia maior de abrir embalagens. A autora, Sônia Renner, chegou a sugerir andar sempre com uma tesoura na sua bolsa. O que fez um dia, toda prosa, achando ter resolvido todas as suas dificuldades quando descobriu que também não conseguia abrir a embalagem da tesoura!
E aqui dou toda a razão para a D. Sônia. As embalagens estão realmente cada dia mais difíceis de serem abertas! Esses dias penei com uma tampa de suco. Eu, na maior sede, girava e girava a tampa, já achando que me faltavam forças quando um amigo, bem maior e mais forçudo também não conseguiu abrir. Tivemos que recorrer para uma faca. Caso isolado? Não, porque se repetiu com outra garrafa da mesma marca....
E isso já se aconteceu com as caixinhas de leite com suas tampas práticas que volta e meia não rompem o lacre...e por aí vai. Também vou adotar o uso de uma tesourinha na bolsa. Só não vai adiantar nos voos onde os saquinhos de salgadinhos as vezes nos torram a paciência e exigem dentes fortes...
Assim amigos designers, por favor, pensem nas pessoas mais idosas ao bolarem suas maravilhosas embalagens e simplifiquem nossas vidas, por favor!

Comentários

  1. Amiga,

    Embalagem de café a vácuo (Pilão) é só com tesoura.Aquele prazer de puxar no meio já era.

    Uma Excelente Semana!
    Beijos

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  2. Eu sou uma "idosa"(odeio essa palavra)e tenho artrose nas mãos. Uso a cabeça: sempre tenho uma tesoura na cozinha; tenho tambem uma tesoura de trinchar frango que uso para abrir garrafas tais como refrigerantes e sucos porque ela tem uma parte que age como uma chave de boca;tenho um maravilhoso abridor de lata a pilha que é só colocar e esperar abrir sozinho;tenho tambem uma porção de outras maquinas tais como de pão, processador, lava-louça e meu lema é "tudo que uma máquina pode fazer eu não preciso gastar meu tempo e minha energia".

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  3. Na real eu não consigo nem abrir os pacotinhos do club social.

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  4. Urgente um design para todos, não é verdade amigas? Abraços e obrigada pelos comentários

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