Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Visão do cadeirante sobre como deveriam ser os espaços

Estava passeando na web e achei esse vídeo com um depoimento muito interessante sobre como seria uma cidade ideal na visão de um cadeirante.

A cidade ideal na visão de uma cadeirante por Casa
Pois é, nada como ouvir as pessoas para entender o problema (e aqui problema é como chamamos qualquer programa a ser resolvido) e poder gerar as melhores soluções que sejam utilitárias e formalmente bonitas. Vejam os exemplos abaixo que peguei em uma rápida pesquisa na web.  
Juliana Santana para a Casa Cor Brasília 2011 

Juliana Santana para a Casa Cor Brasília 2011 
Rampa em tudo bela e criativa
Com uma expectativa de vida cada dia mais longeva, nada como pensar de maneira universal, prevendo possíveis incapacidades que podem nos acometer e que podem tornar nossas vidas com menor qualidade se o espaço a nossa volta não for previamente pensado para esses momentos.
Eu mesma já tive que subir escadas sentada por quebrar uma perna. E isso no auge dos meus vinte anos. Imagine quem não anda, não vê, tem algum problema de artrose ou joelho ?
Ou seja, quanto mais universal for a solução, maior a probabilidade de atender uma gama maior de pessoas e gerar mais satisfação e proporcionar mais dignidade às pessoas.


Norma Brasileira 9050 - Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos


Os dez princípios do desenho universal 
  • Equiparação nas possibilidades de uso: o design é útil e comercializável às pessoas com habilidades diferenciadas;
  • Flexibilidade no uso: o design atende a uma ampla gama de indivíduos, preferências e habilidades;
  • Uso simples e intuitivo: o uso do design é de fácil compreensão;
  • Captação da informação: o design comunica eficazmente ao usuário as informações necessárias;
  • Tolerância ao erro: o design minimiza o risco e as consequências adversas de ações involuntárias ou imprevistas;
  • Mínimo esforço físico: o design pode ser utilizado de forma eficiente e confortável;
  • Dimensão e espaço para uso e interação: o design oferece espaços e dimensões apropriadas para interação, alcance, manipulação e uso;
  • Circulação de largura de 0,90 m e altura de 2,10 m;
  • Vãos de porta de 0,80 m (mínimo);
  • Diâmetro mínimo de 1,50 m para manobras de uma cadeira.
Veja mais na entrevista sobre Arquitetura inclusiva

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