MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Colcha de retalhos...da vida

http://saladala.com.br/
Sabem essas colchas lindas, daquelas que muitas avós e bisas de antanho faziam ? Reuniam restos de tecidos que sobravam de roupas que faziam em casa (!) ou reformas. Era a tal da reciclagem que tinha caras de economia naqueles tempos em que a sustentabilidade não era palavrinha fácil, até porque não se consumia tanto assim. E portanto não se gerava tantos resíduos que poluem e gastam as reservas da terra de forma astronômica. 

Essas colchas eram como uma história da família da gente. Olha ali a roupa da formatura...essa daqui saiu da calça que rasgou naquele passeio, lembram ? E essa renda ? Não seria daquele vestido dos 15 anos ? Pura memória. Diferente de comprar algo pronto e impessoal...   
http://atelierdatininha.blogspot.com
E porque lembrei disso agora ? Porque de certa forma ando fazendo uma colcha de retalhos de recordações. Com as redes sociais e a internet tenho revisitado pedaços da minha vida em forma de amigos que reencontro e que preenchem lacunas de fatos que esqueci. E eu, as suas memórias. Como é interessante observar que os fatos ficam registrados de maneiras diferentes de acordo com a percepção de cada um. O que nos parecia irrelevante, marcou alguém que lembra fatos, datas, e nos traz esse resgate, acendendo em nós uma luz para algo que havia passado batido. E conosco acontece o mesmo. E desse amontoado de memórias surge um desenho: o de nossas vidas. Que fica então mais uma vez comprovado, não existe biografia de alguém só. Nossa história é a história dos encontros. É a história das interações. Qual uma colcha de retalhos que só encontra sua beleza quando reúne fragmentos e forma seu mosaico.
Em outros que fiz, andei pra chegar mais longe
E de lá de longe me ver feliz
Andei pra valer a pena
Olhei pra trás pro que é meu

Nosso passado me acena pelo que foi já valeu.
Foi essa poesia de Lenine para sua mulher Ana, que li no blog de minha amiga Ada, que me fez entender o que anda acontecendo em minha vida nos últimos meses. O mosaico está sendo formado das memórias que restaram. Não, não é uma nostalgia sem sentido nem um fim de linha. É uma necessidade de olhar mais aprofundado para novas etapas. De tempos em tempos é bom fazer isso. Um inventário. Assim como no filme: Colcha de Retalhos


Fragmentos de minha vida
  

Comentários

  1. Um pouco de Elenara em muitas Elenaras.

    Uma Excelente Semana!

    beijos

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  2. parabens pelo conteudo e estrutura do blog. forte abraço, renatoartesanatoem
    MDF

    ResponderExcluir

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