A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

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Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Quem vê fachada, não imagina os fundos

Mais uma casa japonesa que reserva surpresas em seu espaço. O que faz uma economia de recursos em prol da criatividade. Minha mãe já dizia que arquiteto adora uma nesga de terreno, que aí sim, criam maravilhas e se enredam em terrenos muito grandes ou com muitos recursos. Talvez exagero dela, mas que muitos projetos japoneses seguem essa máxima, sem dúvida.


Quem vê a fachada minimalista não pode imaginar que os fundos estejam assim tão abertos para o exterior e assim garantir luminosidade, ventilação e beleza. Uma construção absolutamente simples, mas que guarda grande riqueza em espaços internos.


Dica do colega Massimo Castoldi





Dados
Localização: Seya, Yokohama

Arquitetos: Suppose Design Office
Projeto: 2009
Área: 57 m2






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