A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

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Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Sustentabilidade é ATITUDE

Foto e Arte - Elenara Stein Leitão
Esses dias recebi um aviso de um encontro sobre sustentabilidade, ou melhor, educação para a sustentabilidade cujas palestras podiam ser ouvidas e comentadas via internet. Fiquei trabalhando e escutando. E pincei algumas ideias básicas que me chamaram a atenção. Desculpem se não consegui pegar o nome dos palestrantes, mas o evento era o II Encontro de Educação para a Sustentabilidade (também não consegui achar o link).


Em suma o que me chamou a atenção foi o que falaram sobre os desafios da implementação da PRÁTICA da sustentabilidade e onde isso é falho. Sim, porque teoria é muito bonito, quase todos sabem um pouco...mas e na hora de colocar em prática ? 


Ideia 1 - É preciso ter uma abordagem sistêmica ao mostrar e falar do problema. Bonito. E o que isso quer dizer ? Para mim quer dizer que preciso mostrar com dados e pé no chão o que significa não ser sustentável, o que acarreta de perdas e custos ( e isso é muito importante, principalmente para gestores, sejam públicos ou privados). E em todas as áreas de conhecimento e vida. Não basta  mostrar que o verde diminui, que os rios morrem, mas também que os sistemas sociais se deterioram, as doenças se instalam, as neuroses idem, a economia sofre, as populações se revoltam...


Ideia 2- Mostrar a complexidade do problema. Ideia 1 e Ideia 2 são interligadas, são entremeadas. E sensibilizar para a sustentabilidade vai depender bastante de como elas são abordadas.


Ideia 3. Fundamental. Mostrar que não existe receita de bolo. Não existe um roteiro pronto e perfeito para resolver problemas, eles devem ser analisados caso a caso. Se mostram soluções vitoriosas e se analisa o roteiro de como elas foram geridas e  implementadas. Ou seja, entender o conceito é mais importante que ter um manualzinho pronto.


Ideia 4: Romper as barreiras entre as áreas de conhecimento. Quebrar as zonas de conforto de saberes....Isso é complicado. Cada qual tende a buscar soluções dentro da sua área. Eu, como arquiteta, tendo a ver soluções espaciais. E o que é pior, muitas vezes muito focadas. E na maior parte das vezes, boas soluções vem de pensamentos mais amplos, com abordagens mais sistêmicas (viu o valor da Ideia 1 ?)


E para completar: o grande GAP da coisa : uma questão de ATITUDE. Na maior parte das vezes é complicado passar sobre valores pré estabelecidos (por melhores que sejam) para gerar mudanças de comportamento.


Essas observações são todas minhas sobre as ideias que me ficaram da palestra. Se alguém tiver outra visão, ou quiser  complementar o debate, estamos abertos a entender como se processa essa questão da educação para a sustentabilidade que tanto falamos.      

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