MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

A respeito da eleição e do futuro do CAU

Hoje é dia de eleição.

Próximo passo que temos a cumprir na direção da criação do nosso conselho, o CAU - Conselho de Arquitetura e Urbanismo. E esse é na verdade o primeiro que depende de cada um de nós, e não apenas de uns poucos colegas mais engajados, que estão nesta luta há anos.

Somos hoje representados por uma miríade de entidades, que se uniram na criação do CAU, e que tem suas próprias histórias, razão de ser, lutas (com vitórias e derrotas), e claro, também vícios, pois abrigam todos os mais abnegados colegas, que dedicaram muito do seu tempo para que conseguíssemos chegar neste ponto, mas também gente que encontrou dentro destas organizações um porto seguro para empurrar a vida, que pode abrir oportunidade para toda espécie de maracutaias. Em alguns estados e em conjunto, estas entidades haviam decidido apresentar uma chapa única, para cumprir a exigência legal e dar andamento à criação do nosso conselho, mas em algum momento parece que mudaram de ideia...

Hoje temos que votar, e a escolha é difícil, primeiro porque não há como diferenciar alhos de bugalhos, e aos colegas arquitetos resta apenas escolher pela simpatia que podem ter por um ou outro nome inserido em listas intermináveis, e depois porque nunca tivemos a possibilidade real de incidir, e acostumados com isto, tanto vemos esta situação como imutável, quanto a eleição como carente de propósito.

Parece-nos evidente que este processo começa a apontar para mais do mesmíssimo, e também sabemos que não é este o anseio dos colegas de profissão. Cremos que nossa classe gostaria de poder contar com um conselho combativo, de vanguarda, capaz de responder rapidamente aos anseios da classe que representa. Mesmo que isto fosse tido como impossível ou utópico no passado, no mínimo dada a dificuldade de se reunir, informar e ponderar em âmbito nacional, hoje a realidade é outra, temos a Internet como instrumento facilitador, e o que era o mais difícil, se tornou o mais simples e óbvio.

Sejam quais forem as chapas eleitas em cada estado, todos os componentes terão tarefa árdua pela frente, identificando os anseios da classe, historicamente ignorados pelo sistema CREA/CONFEA a que estávamos submetidos, para a partir destes, criar o regimento e posturas éticas que a entidade deve adotar e fazer cumprir.

Para que estes regulamentos sejam reflexo dos interesses da classe como um todo, e não apenas de uns poucos, o processo precisa ser aberto, transparente, e acessível a todos os arquitetos brasileiros, estejam no centro ou nas fronteiras do nosso país.

O CAU que queremos tem que ser democrático. Precisa contar com a agilidade da era em que vivemos, e tem que legitimar suas decisões a partir de um fórum digital oficial.

Ou isto, ou vamos fingir que seguimos presos às mesmas amarras, que vivemos no século passado, que ainda não existe a opção de nos reunirmos e debatermos não presencialmente, que todos os nossos representantes só terão boas intenções, nenhum interesse escuso, e aceitar o que vier, como vier, quando vier, apenas abaixando a cabeça e cumprindo o estipulado.

Por isso viemos aqui colocar nosso desabafo. E que não é só nosso, mas de muitos e muitos colegas que hoje são obrigados a escolher pessoas que não sabem quem são para representá-los em um Conselho que não tem ideia de como vai funcionar. Não é hora de pessimismo porém, estamos no limiar de uma porta aberta para que o exercício da Arquitetura possa ser mais valorizado. Vamos cooperar da melhor maneira que pudermos. E a nosso ver essa maneira é exigindo que se estabeleça uma via para que cada um de nós possa incidir de fato, sugerindo, criticando, defendendo propostas, apontando demandas, enfim, participando de todas as maneiras que pudermos.

Boa votação e bom futuro!

Arq. Elenara Leitão e Arq. e Urbanista Oscar Muller

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