Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Olhar feminino na arquitetura

Olhar feminino na arquitetura faz diferença ? Faz sim. Pela minha experiência com sócios homens pude perceber que o ponto de vista sobre a concepção das soluções varia sim. E bastante. E se complementam. E que bom que assim seja, porque a multiplicidade de olhares é que faz um bom projeto também.

No que olhamos o mundo diferente dos homens ? Não sei ao certo, talvez nosso olhar seja mais sutil, mais difuso e o deles mais objetivo. Talvez nossos pré-conceitos sejam diferentes. E viva a diversidade.

Não estou advogando que um seja melhor que o outro. Estou apenas ressaltando uma experiência que considero interessante.

"O arquétipo da Mulher Selvagem, bem como tudo o que está por trás dele, é o benfeitor de todas as pintoras, escritoras, escultoras, dançarinas, pensadoras, rezadeiras, de todas as que procuram e as que encontram, pois elas todas se dedicam a inventar, e essa é a principal ocupação da Mulher Selvagem. Como toda arte, ela é visceral, não cerebral. Ela sabe rastrear e correr, convocar e repelir. Ela sabe sentir, disfarçar e amar profundamente. Ela é intuitiva, típica e normativa. Ela é totalmente essencial à saúde mental e espiritual da mulher." Mulheres que correm com Lobos - Clarissa Pinkola Éstes


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