Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Vidro na arquitetura e na decoração

Cada vez que recebo os informativos com os trabalhos de Paulo Vergueiro fico encantada com a beleza de seu trabalho. É um resultado ímpar usando um material que em tudo me fascina.

O vidro já era utilizado desde a antiguidade, sabe-se que escavações já encontraram peças em vidro desde 2700 a.C. Os egípcios aprimoraram a sua confecção e o usavam para embalagens e recipientes de cosméticos. 

Era necessário um esforço grande para sua confecção naqueles tempos e mesmo assim o resultado não era lá muito refinado. Foi com descoberta da técnica do sopro na Síria e Alexandria que a indústria do vidro começa a se expandir.

O vidro também pode ser utilizado de forma bastante criativa na arquitetura, como mostra esse projeto dos arquitetos italianos Carlo Santambrogio e Ennio Arosio , uma casa quase que inteiramente de vidro.No seu site podemos ver mais exemplos de edifícios de vidro e mobiliário (belíssimo) também nesse material.

Embora bela, esteticamente, ela carece de uma das funções de nossos abrigos modernos: a privacidade. Sem contar que nos trópicos necessitaria de um refrigeração que está em desacordo com nossa necessidade de racionalizar energia. Mas com criatividade arquitetos conseguem soluções como nesse edifício chileno, onde os arquitetos criaram uma pele de vidro sobre a parte central, atendendo assim ao desejo do cliente.

Torres Siamesas - Chile

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