Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

De como a sustentabilidade pode ser lúdica

Muitas vezes a ideia da sustentabilidade é vista como algo muito alternativo, como se fôssemos viver eternamente de reciclagem, ou morando em casas de garrafa pet com telhados de feios painéis feitos de embalagens tetra pack. Todos já ouvimos falar dos eco-chatos e de como se enfatiza o menos (menos gastos, menos uso de água, etc, etc). Não deixa de ser um banho de lirismo arquitetônico ouvir esse jovem arquiteto vindo de uma região tão gelada vir com ideias - e atos- tão lúdicos e interessantes. Uma arquitetura que brinca, ao mesmo tempo que age ecologicamente "bloqueando o vento, coletando energia solar... e criando visões impressionantes."

Big House by Bjarke Ingels Group
"Historicamente o campo da arquitetura tem sido dominado por dois elementos opostos, extremos :

  • De um lado, uma avant-garde cheia de idéias malucas. Originária da filosofia mística, com um fascínio do potencial formal de visualizações de computador são muitas vezes tão distantes da realidade que não conseguem se tornar algo diferente, são curiosidades excêntricas.
  • E por outro lado, bem organizados consultores empresariais que constroem caixas de alto padrão previsíveis e chatas.

Arquitetura parece ser enraizada em duas frentes igualmente inférteis: ou ingenuamente utópica ou extremamente pragmática. Nós acreditamos que há uma terceira via situada entre os dois : 


A arquitetura utópica pragmática que assume a criação de lugares perfeitos socialmente, economicamente e ambientalmente e com um objetivo prático."

arquiteto dinamarquês, Bjarke Ingels

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