A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

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Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Se eu pudesse...

...dizer numa só palavra quem é a Elenara, diria...


Sensibilidade!


Talvez por gosto mais até do que por profissão, seu olhar toca os segredos das almas, materializa sonhos, descobre belezas e as transforma em carinhos, palavras, presença, companheirismo, compreensão, amizade, amor!

Abraça o mundo com afetuosidade, sem fronteiras...

Num "clique" ( da máquina, vez por outra do teclado ) faz transbordar "vida", imagens de sua própria existência desnudando sua palavra única!

Acompanhar sua trajetória é um aprender contínuo de dedicação, amplitude, serenidade - qualidades essas que embalam pessoas dos mais diversos recantos do mundo.

Amante das artes, da natureza, da singularidade do ser humano, das letras e da "telinha", nas suas expressões encontra ninho e acolhida, refúgio e encantamento, afagos e respostas, doação e entrega!

Sua sensibilidade ultrapassa o comum, diáfana, translúcida, segue pela vida espalhando luz e harmonia.

Se eu pudesse dizer numa só palavra de todo o carinho que tenho por ela, talvez apenas lhe sorrisse, lhe desse as mãos e sentasse à grama verde, ao seu lado, em silêncio, porque às vezes mais vale sentir do que falar! 




Esse texto maravilhoso eu recebi de minha querida prima Heloisa, uma pessoa de sensibilidade ímpar, mestra das palavras e do Viver com verdade. Hoje é dia do meu aniversário e recebi presentes na forma mais bela que se pode receber: carinho das pessoas. Palavras que me abastecem para muitos e muitos dias, e me fazem sentir que tudo vale a pena. De verdade.

Hoje estou feliz.  

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