Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Se eu pudesse...

...dizer numa só palavra quem é a Elenara, diria...


Sensibilidade!


Talvez por gosto mais até do que por profissão, seu olhar toca os segredos das almas, materializa sonhos, descobre belezas e as transforma em carinhos, palavras, presença, companheirismo, compreensão, amizade, amor!

Abraça o mundo com afetuosidade, sem fronteiras...

Num "clique" ( da máquina, vez por outra do teclado ) faz transbordar "vida", imagens de sua própria existência desnudando sua palavra única!

Acompanhar sua trajetória é um aprender contínuo de dedicação, amplitude, serenidade - qualidades essas que embalam pessoas dos mais diversos recantos do mundo.

Amante das artes, da natureza, da singularidade do ser humano, das letras e da "telinha", nas suas expressões encontra ninho e acolhida, refúgio e encantamento, afagos e respostas, doação e entrega!

Sua sensibilidade ultrapassa o comum, diáfana, translúcida, segue pela vida espalhando luz e harmonia.

Se eu pudesse dizer numa só palavra de todo o carinho que tenho por ela, talvez apenas lhe sorrisse, lhe desse as mãos e sentasse à grama verde, ao seu lado, em silêncio, porque às vezes mais vale sentir do que falar! 




Esse texto maravilhoso eu recebi de minha querida prima Heloisa, uma pessoa de sensibilidade ímpar, mestra das palavras e do Viver com verdade. Hoje é dia do meu aniversário e recebi presentes na forma mais bela que se pode receber: carinho das pessoas. Palavras que me abastecem para muitos e muitos dias, e me fazem sentir que tudo vale a pena. De verdade.

Hoje estou feliz.  

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