Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Dewey Readmore Books - Cats of Iowa

Eu descobri esse delicioso livrinho através da dica da minha amiga Ada.
E com a biografia desse carismático felino podemos também tecer considerações sobre o seu habitat, a Biblioteca de Spencer, cidade localizada no estado de Iowa. EUA. Quem pensa que edifícios se resumem a projetos fantásticos, não percebe que os espaços são feitos também de percepções e sentimentos.
A foto ao lado mostra a Biblioteca de Spencer, construída no começo do século passado. Um exemplar das Bibliotecas Carnegie. O projeto dessas bibliotecas, mais de 2500, incrementava a comunicação entre a bibliotecária e o público, incentivando a esse o descobrir seus próprios livros. Há uma descrição interessante delas em um dos capítulos do livro, onde são descritas como a biblioteca da infância das pessoas: "essas bibliotecas pareciam projetadas para fazer as crianças acreditarem que você poderia se perder lá dentro, e ninguém jamais o encontraria- e isso seria a coisa mais maravilhosa que poderia acontecer."

Na década de 70, foi derrubada para dar lugar a uma biblioteca maior. E segundo a autora, um desastre, já que nada tinha a ver com a arquitetura local de Spencer.
Toda em concreto, era gélida, parecendo um bunker. "Para dizer de maneira mais simples, o prédio não era adequado para uma cidade como Spencer..... A fachada não combinava com o entorno. O interior não era prático nem simpático. Não fazia você querer sentar e relaxar. Era frio em todos os sentidos."
Mas graças a uma reforma interna, mudando cores e espaços, e ao gatinho Dewey, essa biblioteca ganhou vida e se tornou um local mais acolhedor, visitado por milhares de pessoas.
Ou seja, um espaço é realmente bem mais do que apenas aspectos físicos e por isso temos que tomar cuidado ao pensar um projeto sem pensar nos seres que o ocuparão.

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