Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Depois do ciclone

Vem a bonança...

Um ciclone extra tropical se abateu sobre a região sul e Porto Alegre também foi atingida.

E nessas horas tendemos a refletir que, e
mbora tenhamos passado por poucos problemas relativamente a quem perdeu tudo, somos muito dependentes da tecnologia. E percebemos também a necessidade de ter coisas simples dentro de casa, como velas, fósforos e um RÁDIO A PILHA. Sem ele fica-se completamente desligado do mundo.

Quinze horas sem luz, mas com banho graças à caldeira, e com elevador graças ao gerador do prédio, luxos que nessas horas mostram a sua utilidade. E que raros prédios urbanos contam como equipamentos. É verdade que a primeira encarece o condomínio, mas tanto uma como o outro são bem mais valiosos que muitos barbecue rooms ou sabeselaoque room, que também encarecem os condomínios modernos, sem tanta utilidade.

Devemos também repensar nossas cidades, adensadas exaustivamente e sem a infra estrutura necessária para escoar tantos dejetos que a nossa perdulária sociedade exaure. Árvores entocadas em calcadas sem a devida respiração, pavimentos sem drenagem, canais e bocas de lobo entupidas com sujeira jogada pelos habitantes agravam catástrofes ambientais que, infelizmente, estão se tornando mais comuns.

Hora de compreender que um mundo saudável se constrói pela consciência de todos.

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