Quedas: O problema pode não ser só o ambiente.

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Uma queda costuma durar segundos. Às vezes, basta um tropeço. Em outras, um piso escorregadio, uma calçada irregular ou uma iluminação insuficiente mudam completamente a rotina de uma pessoa. Depois da queda, podem surgir a cirurgia, a fisioterapia e, muitas vezes, um medo silencioso que acaba por limitar a vida mais do que a própria fratura. Durante muito tempo, nos acostumamos a ouvir que cair faz parte da idade. Mas pesquisas mais recentes nos mostram outra realidade. A maioria das quedas pode ser evitada quando entendemos que elas são resultado da combinação entre as condições de saúde da pessoa e o ambiente onde ela vive. Nos primeiros quatro meses de 2025, cerca de 62 mil brasileiros com 60 anos ou mais foram internados em decorrência de quedas. Em 2024, o país registrou mais de 344 mil atendimentos e hospitalizações relacionados a esse problema e mais de 13 mil mortes. Os números impressionam, o  medo de cair (ptofobia) é, de fato, uma das variáveis psicológicas mais estudad...

Rafi Segal - "The Politics of Israeli Architecture"

“Uma vez que a conexão entre arquitetos e política fica visível, e o fator político que guia o projeto é revelado, então as perguntas qual política? política de quem? e quais as suas implicações? ficam mais importantes. Para o bem e para o mal, porque, é inevitável, essas questões precisam se tornar do discurso arquitetônico, senão a arquitetura perde seu valor cultural, tornando-se simplesmente uma técnica, uma profissão de consultor, que trabalha só quando contratado, limitado apenas pelo orçamento e pelo capricho do cliente”. Rafi Segal - arquiteto israelense, autor de Civilian Occupation - The Politics of Israeli Architecture .
Trecho da entrevista concedida à revista AU (www.piniweb.com) n.126 de setembro de 2004.
O autor, juntamente com Eyal Weizman, realizou uma pesquisa sobre a arquitetura dos assentamentos israelenses e o seu papel no conflito do Oriente Médio. Essa pesquisa, que havia sido selecionada para representar Israel no UIA em Berlim 2004, acabou sendo censurada e resultou no livro citado acima.
A arquitetura não é uma arte isolada do cotidiano, como, aliás, não o é nenhuma espécie de arte. Mas a arquitetura, pelo seu caráter utilitário, deveria ter como meta o bem estar humano, promovendo a qualidade de vida e não ajudando a manter a segregação e a setorização como acontece em vários locais do mundo.

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