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2016/10/03

Saudosas memórias - arquitetando lembranças

Saudosa velha lembrança de tempos imemoriais. Restos de horas perdidas na memória dos momentos que marcaram. E por isso mesmo ficaram.

Sons de uma rua que tinha leiteiro e convidava à brincadeira. Cores de árvores que mudavam a cada estação. Uma grama que secava com a saudade de uma chuva que custava a chegar. E quando vinha era acompanhada de gritos e saudações como se fosse aquele amor querido entrando no jardim.

Perdi a referência - se alguém souber a autoria por favor me diga
Essas lembranças nos embalam e a medida que os anos passam, e as rugas aparecem, mais a recordação de momentos preciosos se faz presente. (uma dica aos mais novinhos: façam um repositório deles, os mais que puderem, é a riqueza com que irão contar para reabastecer quando a energia lhes faltar e a vida lhes apontar que o tempo está findando.

Talvez por isso gostemos de ter conosco, em nossas casas, um pouco dessas memórias em forma de móveis, de objetos e de doces lembranças.

Foto: Elenara Stein Leitão
Saudosa Amnésia
Paulo Leminski


Memória é coisa recente.
Até ontem, quem lembrava?
A coisa veio antes,
ou, antes, foi a palavra?
Ao perder a lembrança.
grande coisa não se perde.
Nuvens, são sempre brancas.
O mar? Continua verde.

Foto: Elenara Stein Leitão
Memória é coisa recente? Saudosa Amnésia já dizia o poeta.

As vezes, muitas delas, melhor esquecer que lembrar tempos tão mais vazios. Cada época com as suas referências. Cada pessoa com a sua colheita. Cada um de nós com as suas conclusões.
Fonte

Por mim ainda guardo em forma física muitas de minhas referências. Guardo fotos, guardo objetos. Aliás, dizem que uma das maiores perdas no Furacão Katrina nos EUA, pranteada por muitos, foram seus álbuns de fotos.

Parece inusitado em tempos de tanta exposição, em que as pessoas posam escondendo seus rostos de forma deliberada, que isso aconteça. Mas lembrem que para muitos, a memória do que se foi fenece muito rápido. Hoje não morremos, somos deletados. O luto tem dias contados. Sentir mais que o convencionado, pode ser chamado de patologia e curado com remédios.

Somos dopados, somos medicados, somos chamados de loucos se fugimos da curva. Não importa qual seja. 

Talvez explique tanta necessidade de sustentabilidade afetiva em forma de recordação. Humanos somos! Não máquinas!

Acordemos, pois!

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