Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

10 espaços encantadores para a leitura

Do momento em que aprendi a ler. Lembro.

Meu pai costumava ler os gibis para mim. Era hábito sagrado. Os Tios Patinhas, Pato Donald e Zé Carioca faziam parte daquele ritual onde ele se deitava após o almoço e lia. E eu, escutava. Memorizava acho, como os livros que sabia de cor -e meu primo que fazia serviço militar e morava conosco tão bem sabia. Pulava as páginas e eu mais que ligeira, na empáfia dos três anos corrigia: Não, Flavinho! E desfiava a ladainha que já se cristalizara em minha mente.

Aos sete, já no colégio, aprendi de maneira tão gostosa. Com direito a teatrinho de marionetes. Não sei que método era. Nem sei se era algum ou invenção da professora daquele colégio público do interior do Rio Grande do Sul. Só sei que era muito bom.

Um dia deu o estalo! Lembro que disse para meu pai: não precisa mais ler, "paizinto*", eu já sei! Lembro também da desilusão dele ao perder a desculpa de ler os gibis. (Cá entre nós, acho que mais, acho que gostava sim daqueles momentos de ternura e cumplicidade de leitores. Tanto quanto eu.)

Ele me contou também do seu estalo! Quando descobriu que sabia unir aquelas letrinhas, lhe deu um troço! Começou a ler tudo o que havia na casa, frenético. e nunca mais parou de ler. Até o fim da sua (longa e maravilhosa vida!).

Era para ser só uma postagem sobre cantos de leitura. Acabou sendo uma lembrança/homenagem à ele. Vocês que amam seus pais, entenderão. Espero. 

De tanto ver meus pais lendo, acabamos todos nós, seus filhos, criando esse salutar hábito. E que foi passado para os netos e netas. E para os bisnetos. Ler é uma armadilha do bem!

E se a gente já lê em qualquer lugar, imagine quando criamos um espacinho especial e cheio de conforto para aconchegar nosso hábito de viajar pelas letras...     
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1- Uma poltrona gostosa me parece fundamental. E não precisa ser um espaço imenso. Um cantinho pequeno pode render um belo projeto.

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 2- Tem uma sacada? Melhor ainda! Sol e livros são uma combinação perfeita!
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 3- Aproveitar todos os espaços sempre é um coringa nas nossas casas. Aquele vãozinho abaixo da escada pode abrigar um mundo e pode até render leituras em boa companhia.
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 4- Outra ideia de cantinho na sacada ou jardim. Cheio de cor e inspiração. 
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 5- Falando em cor, ela é super bem vinda em tecidos alegres e luminárias em cores vivas. 
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 6- Estantes mais rústicas e chaise acolhedora fazem um cantinho todo especial, cheio de charme e possibilidades.
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 7- Revestimentos como papéis de parede que remetam à livros e/ou leitura podem incrementar uma área convidativa. Usar um carinho de chá para acomodar os próximos livros é um convite à degustação. (leitores entenderão) 
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 8- Elegantes e refinados também podem ter seus cantos de leitura repletos de classe.
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9- E mesmo a elegância casual e mais romântica pode ter seu estilo bem traduzido em um espaço cheio de luz e conforto.
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10- Mais requintados ou mais simples, não importa. O que importa é ler, é se cercar de lembranças do bem e saber que se aprimorar, saber mais e mais só te faz uma pessoa mais interessante. E possivelmente melhor para o mundo.

*- tenho essa mania de criar apelidos derivados de palavras. O Paizinto veio de Paizinho. E foi se derivando até virar "Zintinho". E ele amava! 


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