O quanto as cidades são seguras para mulheres?

Imagem
Estava em uma conversa em um aplicativo de mensagens (aquele mesmo que quase todos usam) quando surgiu o assunto sobre uma rua bem famosa daqui. E eu disse que não me sentia segura ao andar por ela. Que tinha uma percepção de insegurança. E a resposta foi que seria talvez uma visão pessoal. Como sei que a visão (e experiência) das mulheres sobre o que é uma cidade segura pode ser diferente das visões masculinas, fui pesquisar a respeito em artigos acadêmicos e governamentais recentes para entender mais sobre a realidade. É mesmo percepção pessoal. Ou.... Pesquisa do Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva, divulgada em setembro de 2024, mostrou um dado alarmante: que 97% das brasileiras sentem medo de sofrer violência quando se deslocam pela cidade. A mesma pesquisa aponta que 71% das mulheres já sofreram algum tipo de violência durante seus deslocamentos urbanos. Entre mulheres negras e LBT, os índices sobem ainda mais.  Isso não é sensação isolada. Se per...

10 espaços encantadores para a leitura

Do momento em que aprendi a ler. Lembro.

Meu pai costumava ler os gibis para mim. Era hábito sagrado. Os Tios Patinhas, Pato Donald e Zé Carioca faziam parte daquele ritual onde ele se deitava após o almoço e lia. E eu, escutava. Memorizava acho, como os livros que sabia de cor -e meu primo que fazia serviço militar e morava conosco tão bem sabia. Pulava as páginas e eu mais que ligeira, na empáfia dos três anos corrigia: Não, Flavinho! E desfiava a ladainha que já se cristalizara em minha mente.

Aos sete, já no colégio, aprendi de maneira tão gostosa. Com direito a teatrinho de marionetes. Não sei que método era. Nem sei se era algum ou invenção da professora daquele colégio público do interior do Rio Grande do Sul. Só sei que era muito bom.

Um dia deu o estalo! Lembro que disse para meu pai: não precisa mais ler, "paizinto*", eu já sei! Lembro também da desilusão dele ao perder a desculpa de ler os gibis. (Cá entre nós, acho que mais, acho que gostava sim daqueles momentos de ternura e cumplicidade de leitores. Tanto quanto eu.)

Ele me contou também do seu estalo! Quando descobriu que sabia unir aquelas letrinhas, lhe deu um troço! Começou a ler tudo o que havia na casa, frenético. e nunca mais parou de ler. Até o fim da sua (longa e maravilhosa vida!).

Era para ser só uma postagem sobre cantos de leitura. Acabou sendo uma lembrança/homenagem à ele. Vocês que amam seus pais, entenderão. Espero. 

De tanto ver meus pais lendo, acabamos todos nós, seus filhos, criando esse salutar hábito. E que foi passado para os netos e netas. E para os bisnetos. Ler é uma armadilha do bem!

E se a gente já lê em qualquer lugar, imagine quando criamos um espacinho especial e cheio de conforto para aconchegar nosso hábito de viajar pelas letras...     
FONTE
1- Uma poltrona gostosa me parece fundamental. E não precisa ser um espaço imenso. Um cantinho pequeno pode render um belo projeto.

FONTE
 2- Tem uma sacada? Melhor ainda! Sol e livros são uma combinação perfeita!
FONTE
 3- Aproveitar todos os espaços sempre é um coringa nas nossas casas. Aquele vãozinho abaixo da escada pode abrigar um mundo e pode até render leituras em boa companhia.
FONTE
 4- Outra ideia de cantinho na sacada ou jardim. Cheio de cor e inspiração. 
FONTE
 5- Falando em cor, ela é super bem vinda em tecidos alegres e luminárias em cores vivas. 
FONTE
 6- Estantes mais rústicas e chaise acolhedora fazem um cantinho todo especial, cheio de charme e possibilidades.
FONTE
 7- Revestimentos como papéis de parede que remetam à livros e/ou leitura podem incrementar uma área convidativa. Usar um carinho de chá para acomodar os próximos livros é um convite à degustação. (leitores entenderão) 
FONTE
 8- Elegantes e refinados também podem ter seus cantos de leitura repletos de classe.
FONTE
9- E mesmo a elegância casual e mais romântica pode ter seu estilo bem traduzido em um espaço cheio de luz e conforto.
FONTE
10- Mais requintados ou mais simples, não importa. O que importa é ler, é se cercar de lembranças do bem e saber que se aprimorar, saber mais e mais só te faz uma pessoa mais interessante. E possivelmente melhor para o mundo.

*- tenho essa mania de criar apelidos derivados de palavras. O Paizinto veio de Paizinho. E foi se derivando até virar "Zintinho". E ele amava! 


Leia também:


Nos siga também nas redes sociais

Twitter Flipboard Facebook Instagram Pinterest 
snapchat: arqsteinleitao

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

Processo da Arquitetura

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Memórias da casa da infância são marcas que nunca saem