Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto
O artigo Habitar. A casa como contigência da condição humana de Teresinha Maria Gonçalves é uma reflexão crítica e teórica sobre o processo de apropriação da casa e da moradia pelos sujeitos. A autora parte do conceito de lugar essencial, que é o espaço onde se desenvolve a subjetividade e a identidade das pessoas, e analisa as dimensões simbólicas da casa, como a personificação, a cultivação e o sentimento de pertença. O artigo também faz um contraponto com o contexto social e as políticas públicas de habitação no Brasil, mostrando as dificuldades e os desafios para garantir o direito à habitação e à qualidade do espaço urbano. A autora conclui com uma análise preliminar dos dados de uma pesquisa que envolveu 320 sujeitos em oito semestres, realizada no Laboratório de Meio Ambiente, Psicologia Ambiental e Desenvolvimento Urbano da Universidade do Extremo Sul Catarinense. O objetivo da pesquisa é ampliar os horizontes para a compreensão do fenômeno do habitar e suas implicações para a condição humana. A conclusão do artigo é que a casa é uma contingência da condição humana, pois é nela que se expressam as subjetividades, as identidades e as relações dos sujeitos com o mundo. A casa é, portanto, um lugar de memória, de sonho e de poesia.
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