Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Buhais Geology Park, inspiração em ouriços de 65 milhões de anos


O Buhais Geology Park é um local de magnífica importância pré-histórica e geológica, localizado nos Emirados Árabes Unidos. Há evidências científicas de que foi um mar cerca de 65 milhões de anos atrás. Para expor as coleções de fósseis marinhos e outros objetos relevantes da eras da Pedra, Bronze e Ferro, o escritório Hopkins Architects projetou cinco interessantes espaços circulares, interconectados e que servem para acomodar não apenas as áreas de exposição, mas também várias instalações para visitantes, entre elas um teatro e um café. 



Segundo o site dos arquitetos, a inspiração para a forma dos espaços de exposição foram os ouriços fossilizados. Para não causar muitos danos ao meio ambiente, as edificações "foram projetados como estruturas de concreto pré-fabricado e apenas tocam levemente o solo em discos de fundação de concreto armado in-situ."




As estruturas de concreto são revestidas com painéis de aço coloridos para se adequarem à paisagem. Estes painéis, que dão a aparência final aos edifícios e lembram a aparência dos ouriços, também tem a finalidade de sombreamento. 









Além dos espaços construídos, os visitantes podem percorrer também uma trilha ao ar livre para explorar e observar os tesouros que se encontram no parque, entre eles "dois sítios arqueológicos que mostram vestígios de um assentamento humano de 125.000 anos. Também conta a história de uma extinção em massa que ocorreu há 65 milhões de anos, destruindo quase 75 por cento de toda a vida marinha e terrestre, incluindo dinossauros não voadores."

 
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Dica do Prof Dr Francisco Marshall 

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