MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

ABC da Bauhaus - indicação de livro


Em 1919, em Weimer, Alemanha, começou a funcionar uma escola de design que seria marcante para as artes gráficas e arquitetura do século XX. A Bauhaus sob a chancela de Walter Gropius e uma renomada lista de artistas e profissionais que buscavam novas formas de expressão. Entender mais profundamente os objetivos e realizações da escola, com um conceito editorial e tipográfico que remete aos ideais que a criaram, é o que nos traz o livro "O ABC DA BAUHAUS" que homenageia de forma brilhante o centenário de uma das mais clássicas escolas de design do mundo. 


"a arquitetura expressa a atitude de uma época em relação à vida" Heinrich Wölfflin

Entender como nascem as ideias e as formas de expressão cultural passa pelo entendimento da sociedade, cultura e época onde se insere. Não é diferente com a Bauhaus, uma escola mantida pelo poder público que fomentava de maneira prática ideais de transformação da arte, unindo artesanato e indústria em forma muito revolucionária que marca nossos objetos e arquitetura até hoje. 
O nome Bauhaus tornou-se símbolo de um momento áureo de pensamento unificado em torno das formas, dos materiais e das ambições sociais do design moderno. Fundada em Weimar, na Alemanha, em 1919 e abolida pelos nazistas em Berlim em 1933, a escola Bauhaus era um local de encontro das artes e das ideias, conflituoso e em constante mudança. O mito Bauhaustraduz uma ânsia pela funcionalidade e um desejo de libertar o mundo por meio de uma linguagem de design universal. Na realidade, a Bauhaus era um lugar desordenado e instável. Na Bauhaus, as ideias repercutiam, confrontavam-se e disputavam a dominância. Este livro aborda algumas dessas ideias centrais – de onde vinham, como se cristalizavam e como, quase um século depois, continuam a reverberar na cultura popular.
Através de vários artigos vamos tendo uma visão sobre como se estruturava a escola, suas ideias e formas de expressão, e tudo isso com uma diagramação que instiga a mente de quem lê, fazendo deste livro "uma tentativa ambiciosa de unir a escrita crítica a um layout de página fluído e autorreferente"
“Criemos juntos a nova construção do futuro, que juntará tudo numa única forma: arquitetura, escultura e pintura" Walter Gropius - manifesto da Bauhaus 1919

O ABC da Bauhaus : A Bauhaus e a teoria do design
Ellen Lupton, J. Abbott Miller


“a forma segue a função”

Minha formação teórica acadêmica foi muito marcada pelo modernismo e se não focasse particularmente a Bauhaus, a escola era muito citada nas aulas e na produção arquitetônica dos mestres.

 A leitura do livro descrito acima, me levou a uma viagem mais profunda sobre a Bauhaus, complementando a leitura com vídeos e referências gráficas da produção da escola que perdurou a Alemanha de 1919 a 1933. quando é fechada por ordem do governo nazista. Seus mestres almejavam que teoria e prática andassem juntas e as oficinas se tornaram célebres na escola. Seus alunos eram taxados de baderneiros por muitos e o local pulsava com uma reunião de grupos criativos que atuavam em todas as áreas, da produção têxtil, tipografia, teatro à arquitetura. Embora vanguardistas e tendo alunas mulheres, não foi propriamente uma escola que avançasse além de sua época em igualdade de gênero

Com a perseguição em seu país pelas forças do obscurantismo nazista que perseguia a cultura que não fosse a oficial e aceita pelo regime, muitos dos professores se mudaram (particularmente para os EUA) e alguns apontam que esse foi um dos motivos da Bauhaus ter perdurado tanto como movimento transformador. Chicago e suas construções é um belo exemplo disso. Hoje a Bauhaus, renovada em suas ideias, continua a existir como escola na Alemanha, investigando o que as novas tecnologias podem fazer pela sociedade.

Com cerca de 4.080 estudantes de 70 países, ela é uma das universidades mais internacionais da Alemanha. Desde 1996, os prédios da Bauhaus em Weimar e Dessau são Patrimônio Mundial da Humanidade e atraem tanto turistas quanto estudantes.
Voltando ao livro. Por que estudar os clássicos? Para entender melhor a produção de nosso século e do século passado. Para aprofundar conceitos e até para contradita-los, não apenas baseado em crenças infundadas ou achismos, mas amparados em argumentos de pesquisa e conhecimento.

Criação. Pulsão de vida. Harmonia de técnica e arte. Que baixe em nós a saudável balbúrdia que permitiu a criação da Bauhaus em 1919, talvez em outras ideias, mas com o mesmo espírito de busca e de liberdade criativa.

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