MG08 habitação flexível

Imagem
Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Ouça sua mãe na hora de projetar

Estava lendo um texto delicioso sobre como a mãe do autor parou de preocupar-se e passou a amar a arquitetura (aqui em inglês). Ele narra as histórias familiares de projetos e construções até a sua própria trajetória quando se deu conta que sua mãe era absolutamente funcionalista e não dava a mínima para estética que ele cultuava. Ou aprendeu a cultuar.

Fonte
Talvez a leveza e o minimalismo não fizessem parte da memória cultural de sua mãe ou ela apenas pensasse que suas crias não iriam ser felizes em um lar tão despido de emoções e apelos espaciais...Vá lá se saber.
Mais tarde eu cheguei à conclusão, que se você quer saber se uma casa é realmente boa, você a mostra para sua mãe. Porque ela vai ver além de seus conceitos fartsy(1), além dos modelos manchados de sangue que você labutou por noites em fim, além do papel cheio de lágrimas.... Ela vai ver como o mundo vê. Ela provavelmente vai se envolver, enquanto você já se mudou para o próximo projeto.....
E eu fiquei meio que rindo sozinha lembrando de opiniões de minha mãe, em geral sarcásticas e cortantes, sobre alguns de meus projetos. Vou chamar um arquiteto era fatal quando eu demorava para dar uma solução satisfatória para ela. Curta e grossa. Me arrasava com seu jeito elegante de me dizer que me esforçasse mais.

Outra que adorava: arquitetos sabem resolver projetos em terrenos estreitos. Aí fazem maravilhas! Mas quando tem espaço de sobre...como se embananam. Talvez nenhum crítico de Arquitetura tenha resumido tão bem alguns mostrengos que saíram de pranchetas bem intencionadas.  


Quando fiz o mestrado, meu orientador costumava dizer que nós devíamos fazer um resumo do assunto da dissertação para nossas mães. Se elas entendessem é porque estava claro para nós. Não com isso que menosprezasse a inteligência materna. Longe disso. Queria nos afastar das mesuras e salamaleques que usamos para tentar parecer inteligentes.

Talvez a lição materna mais importante na hora de projetar seja: Simplifique. Faça que funcione. Não tente reinventar a roda se você não for gênio. Faça bem o que aprendeu e ajude as outras pessoas com bons projetos.



(1)Fartsy: termo usado para descrever uma pessoa que faz algo estranho e difícil de entender, tentando demais que pareça ser arte, mas que no fundo é pura pretensão.

Gostou? Compartilhe e nos siga também nas redes sociais

Twitter Flipboard Facebook Instagram Pinterest
snapchat: arqsteinleitao 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ideias de como usar nichos para decorar seus espaços

Gavetas e detalhes que fazem diferença na cozinha

10 ideias de almofadas e afins para gateiros