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Nossas paredes falam por nós

Falamos do quê em nossas paredes? Passamos recados do que sentimos e somos. Ah...se nossas paredes falassem...

Lembro de quando era pré adolescente e enchi minhas paredes de recortes. Colados para o desespero de minha mãe. Eles até consultaram um psicologo da família sobre isso e ele disse que era só um meio de expressão. Devia ser de família, já que meu irmão fez um mural com fotos das revistas masculinas da época.

Hoje, em tempos em que a manifestação de ideias se torna quase lei pelas redes sociais, os adornos que expressam opinião, ideias, ou coisas que nos representam, ganham cada vez mais nossas paredes. E não apenas as dos adolescentes.
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Em uma simples consulta na web podemos encontrar uma infinidade de quadrinhos, almofadas e enfeites que passam nossos recados e como nos vemos. Ou como queremos que nos vejam. Eles tomam conta de nossas decorações como os vasinhos e fotos que humanizavam as estações de trabalho tão iguais de algum tempo atrás.
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O que nos faz ter a necessidade premente de mostrar que somos diferentes? Talvez a padronização extremada que nos separa em nichos - os jovens, adultos, velhos (que passam a ser os de melhor idade numa ironia que chega a ser amarga....). Somos enquadrados em tribos, em modos de pensar, em rótulos. E de maneira simplória. Mania do mercado que nos enxerga como máquinas de consumo passou aos seguidores de redes sociais que, não nos conhecendo em essência, precisam se apegar a sinais para nos encaixar em definições por um simples teclar.



E nós, talvez em defesa, nos botamos a passar mensagens visuais, já que o discurso mais complexo parece ser coisa de antanho. A palavra antanho já revela a idade vetusta dessa que vos tecla. 


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Se as ideias passam a ser expressa por signos visuais e videos, maneira de expressão das novas gerações, segundo leio nas pesquisas e tendências, nada mais natural que ganhem paredes, roupas, capinhas de celulares e qualquer outro meio que mostre um pouco de quem somos, sem que precisemos falar. 

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Para quem nos conhece pela vez primeira, entrar em nossa casa e reconhecer nossas preferências de modo direto pode evitar mal entendidos. Talvez.


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Frases bombásticas passam mensagens claras. Não entende quem não quer. As sutilezas e as descobertas com o tempo parecem coisa do passado nessa era de velocidade e pouca profundidade. 


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Pareço amarga. Não é a intenção. Apenas procuro ver com um olhar diferente tudo o que vira mania. Ou moda. 

Coisa minha. Detesto quando algo que gosto vira moda. Parece uniforme. Todos passam a usar, nem sempre por dar prazer, mas porque todos fazem. E fazer algo porque todos fazem não me parece uma atitude inteligente. Mas é coisa minha. 

Pensando bem, acho que vou fazer um quadro com essa frase e colocar na parede de casa....ou no instagram... (rsss, foi ironia. E que tempos bicudos quando até as ironias precisam ser explicadas). 
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Mas já que é sábado e é tempo de descansar, que venham as mensagens boas. Aliás que venham as mensagens. Porque ruim mesmo é não poder se expressar. Seja lá de forma for....


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