Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Construindo com lixo plástico

Transformar um problema em solução. É a proposta da start up neo zeolandesa
ByFusion através do invento do engenheiro Peter Lewis que desenvolveu uma máquina portátil que transforma plástico reciclado em tijolos, chamados de REPLAST. 


Um dos diferenciais da máquina é a variedade de matéria prima que pode ser utilizada. Alguns tipos de plásticos demandam muito trabalho e custo para serem processados e reaproveitados com segurança e, por isso, acabam não sendo utilizados. E segundo os fabricantes o sistema deles pode trabalhar com todos os tipos de plásticos descartados, "sejam limpos, contaminados ou misturados". 



Entre as vantagens do processo de confecção dos blocos, que podem ter várias utilidades na construção, estão o fato de ser menos poluente, ser de fácil transporte, funcionar à gás ou eletricidade e gerar um produto personalizável.      

O REPLAST, o bloco gerado a partir do lixo plástico, tem as seguintes vantagens, de acordo com o site da empresa:
  • Não requer colas ou adesivos para uso
  • Pode contribuir para a certificação LEED para a construção
  • 95% menos emissões gases de efeito estufa (GHG) em comparação com bloco de concreto
  • Elevado isolamento térmico e acústico
Segundo o que pesquisei, cada bloco consome 10 kg de plástico. E a máquina consegue produzir cerca de 250 tijolos/dia. 



Uma solução paliativa para um grande problema gerado pelo estilo de vida consumista e desperdiçado que viemos utilizando nas nossas sociedades. O ideal obviamente seria uma conscientização, menos uso e necessidade de objetos descartáveis no dia a dia. Mas como isso, a curto prazo, parece meio complicado, e o meio ambiente, principalmente os oceanos estão entulhados de resíduos plásticos, esse tipo de invenção parece ser uma pequena ajuda no problema. 

Imagens: Site da empresa

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