Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

Imagem
Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Construindo com lixo plástico

Transformar um problema em solução. É a proposta da start up neo zeolandesa
ByFusion através do invento do engenheiro Peter Lewis que desenvolveu uma máquina portátil que transforma plástico reciclado em tijolos, chamados de REPLAST. 


Um dos diferenciais da máquina é a variedade de matéria prima que pode ser utilizada. Alguns tipos de plásticos demandam muito trabalho e custo para serem processados e reaproveitados com segurança e, por isso, acabam não sendo utilizados. E segundo os fabricantes o sistema deles pode trabalhar com todos os tipos de plásticos descartados, "sejam limpos, contaminados ou misturados". 



Entre as vantagens do processo de confecção dos blocos, que podem ter várias utilidades na construção, estão o fato de ser menos poluente, ser de fácil transporte, funcionar à gás ou eletricidade e gerar um produto personalizável.      

O REPLAST, o bloco gerado a partir do lixo plástico, tem as seguintes vantagens, de acordo com o site da empresa:
  • Não requer colas ou adesivos para uso
  • Pode contribuir para a certificação LEED para a construção
  • 95% menos emissões gases de efeito estufa (GHG) em comparação com bloco de concreto
  • Elevado isolamento térmico e acústico
Segundo o que pesquisei, cada bloco consome 10 kg de plástico. E a máquina consegue produzir cerca de 250 tijolos/dia. 



Uma solução paliativa para um grande problema gerado pelo estilo de vida consumista e desperdiçado que viemos utilizando nas nossas sociedades. O ideal obviamente seria uma conscientização, menos uso e necessidade de objetos descartáveis no dia a dia. Mas como isso, a curto prazo, parece meio complicado, e o meio ambiente, principalmente os oceanos estão entulhados de resíduos plásticos, esse tipo de invenção parece ser uma pequena ajuda no problema. 

Imagens: Site da empresa

Nos siga também nas redes sociais

snapchat: arqsteinleitao  

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

Calungas, a representação da escala nos desenhos