Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Cores para alegrar a vida

Outonamente vivendo, espremida entre uma sexta sonolenta e um domingo que se espreita. Sábado de outono.

Viver pede o quê? Lembrando de todos os que vi partindo, lembrando das despedidas, lembro sempre da frase: Viveu bastante e bem para os que assim o tinham feito. Nem teve tempo de viver para quem partiu muito cedo. E um leve olhar de pena para quem não aproveitou a chance. 

Sim, viver pede paixão. Não importa pelo quê. (e nem importa se o quê em questão leva acento ou não). Vida verdadeira é mais literatura e menos revisão gramatical. 

Todo esse prólogo é para introduzir o assunto de hoje. Cores. Muitas cores. Mil cores em sua vida. E em sua casa. 

Paredes cheias de memórias, de arte, de quadros e coisas. Coisas mil em casa. Hoje é dia de antagonismo aos minimalistas

Guardar, acumular, mostrar. Uma eterna convivência perigosa e fascinante. Ter e guardar para si revela um certo egoísmo (tudo bem, me critiquem, penso isso). Acumular e mostrar revela um desejo de perpetuar (sim, sou acumuladora, meu olhar sobre isso é ameno).

Se assim não fosse, porque a vontade de compartilhar nas redes? Nossas histórias, a experiência que acumulamos. As alegrias e até as dores que sentimos? De que vale a vida se não for troca?

Gente, muita filosofia para apresentar ambientes coloridos. Tudo bem, é porque e sempre eles me passam Vida!

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Para muitos talvez nem sejam assim tão coloridos os ambientes. Pois é justamente para ver que a cor pode ser do jeito que a gente gosta e que tem cor para todos os gostos.

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