Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Vamos comer plástico no futuro? Talvez. Conheça o Fungi Mutarium

"E se pudéssemos transformar um problema ambiental (resíduos) em uma solução ambiental (alimentos)?"

Já pensaram se os imensos descartes de plásticos descartados pudessem ser transformados em alimentos? Uau! Dois problemas em uma só solução! Seria genial e talvez um dia seja realidade. Pelo menos é o que acredita Katharina Unger. Em parceria com a Universidade de Utrecht está pesquisando um sistema de cultivo de fungos que comem plástico! Nossa, os cogumelos seriam o grande gol da humanidade!

A designer está desenvolvendo conceitualmente uma mini fábrica para o cultivo desses fungos, que são comestíveis, e que adoram consumir um plástico. Segundo o seu site, o processo de transformar problema em solução consiste em colocar o plástico primeiro sobre uma luz UV que o esteriliza e onde começa o processo de degradação. Depois ele é "colocado em uma zona de crescimento (fica em capsula em forma de ovo feita a partir de agar". O processo continua com a colocação do "micélio diluído, adicionado ao FU" que começa lentamente a consumir o material plástico. O processo é um pouco complexo e está ainda em estudos para que seja otimizado. Mas o conceito é por si só bastante interessante.
Será que o futuro nos reserva comer o que consumimos em demasia? Seremos a nossa própria solução? Especulações por enquanto. Mas especulações científicas já que existe um estudo real sendo feito. Dos cogumelos comestíveis de laboratório à mesa da população existe uma grande distância em pesquisa, testes e garantias de segurança alimentar.


Mas tudo o que consumimos hoje já foi sonho algum dia. Quem sabe o que o futuro nos reserva. Até lá, convém pensar nas ações que levam à esse consumo desenfreado.


Fotos:  Paris Tsitos

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