Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Branco como inspiração

Nessa época do ano os ambientes brancos sempre me atraem. Há uma certa justificativa. Além da óbvia referência à arquitetura mediterrânea, o branco me ajuda a zerar, a meio que passar uma borracha nas tantas tendências e projetos que me fizeram a cabeça no passar do ano.

É como se, me inspirando em ambientes mais limpos, eu também limpasse a minha mente e criatividade para nevosos voos e novos desafios. 

O branco traz consigo uma imagem de elegancia. Ele nunca é over.  Pelo menos nas minhas seleções. Uma recepção limpa e moderna, como a da foto acima, é atemporal. Ela combina com negócios mais clássicos e mais modernos. Por isso é a minha escolha primeira.
Estantes brancas. Outro clássico. Não tem erro. E se for combinada com adornos também brancos e elementos mais rústicos como palha, também se torna muito elegante.
Dormir em quarto todo branco lembra uma assepsia e economia orientais. Além de ser economico. Alias outra vantagem do branco. Usando elementos com bom gosto, se pode ter uma decoração que não seja cara e agrade a gostos mais exigentes. Vira quase um cult. 
Combinações interessantes com o branco sempre são a madeira e o cinza. E toques de preto. Mas veja bem, toques pequenos para não pesar. 
Madeira clara sempre me lembra casas escandinavas. Tá, eu nunca estive na Escandinávia e nem tenho um conhecimento super específico sobre os interiores de lá, mas sempre os imagino assim. 
Interessante que banheiros brancos, todos brancos, já passam uma ideia de luxo. Refinamento puro. Sim, sei que esse luxo depende da qualidade dos revestimentos e louças, mas escolhendo com cuidado, nem precisam ser tão caros assim. 
Refeições com muito branco também me agradam nessa época do ano. E sempre dá para ousar em almofadas, flores e comida muito colorida! 

Enfim, a mensagem talvez seja a de que o simbolismo do fim e início me persegue como uma metáfora da vida. Portas que se fecham e se abrem. Possibilidades que sempre surgem quando nós propomos a dar uma chance ao novo, ao desafio, à renovação da vida!

Fotos : Pinterest e Google 

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