Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Prédio público sustentável - Viveiro do Senado Federal

Site do Arquiteto Mário Viggiano
Recebi uma dica da Sam Shiraishi sobre uma obra sustentável em edifício público e fui lá conferir. E o que vi me agradou demais! É o Viveiro do Senado Federal, uma amostra que coisas boas estão sendo feitas na casa do Legislativo. Um exemplo de como a adoção de de conceitos simples de sustentabilidade podem ajudar a disseminar a cultura da sustentabilidade, segundo o arquiteto responsável pelo projeto. São ações simples que os gestores de prédios públicos devem refletir:
  • Como o projeto pensado para a sustentabilidade pode gerar economia futura, ou seja o projeto que se paga
  • Pode ajudar na redução do impacto ambiental e minimização das emissões de carbono 
  • E talvez o mais importante de tudo, ajudar a disseminar a cultura de que o uso dos sistemas sustentáveis pode gerar economia através do exemplo de obra pronta e funcionando.
Segundo o arquiteto Mário Viggianoo edifício sustentável é aquele capaz de proporcionar benefícios na forma de conforto, funcionalidade, satisfação e qualidade de vida sem comprometer a infraestrutura presente e futura dos insumos, gerando o mínimo possível de impacto no meio ambiente e alcançando o máximo possível de autonomia”.

O autor do projeto, também responsável pelo Casa Autônoma, nos conta no video abaixo como a obra foi feita usando uma estrutura de eucalipto, materiais reaproveitados do Senado, como vidros, telha e tubos de papelão descartados, energia solar gerando energia e sistema de aproveitamento de água da chuva.

E o mais bacana é ver a obra pronta (veja no video no fim da página) e constatar como os critérios e conceitos adotados estão funcionando na prática, o bom uso da luz natural, o uso de cortina verde para filtrar o calor, o uso de sobras de resíduos orgânicos que visam tornar o viveiro 100% autônomo, economizando e ajudando a reduzir o impacto ambiental.

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As plantas são adubadas com uma compostagem que utiliza o lixo orgânico gerado no Senado e por uma criação de minhocas no local. Até mesmo a o pó do café é usado para fazer os pacotes onde as mudas de plantas são colocadas. Além disso foram usados princípios da arquitetura bioclimática, os tijolos foram feitos no local e segundo li, o viveiro foi a primeira construção pública a produzir sua própria energia via painéis fotovoltaicos.

Achou bacana? Eu também. Pois o arquiteto organizou um cartilha de edifícios públicos sustentáveis que pode ser baixada e auxiliar no projeto de mais e mais construções que ajudem o meio ambiente. Nada mais função de prédio público que disseminar boas práticas pelo exemplo, não acham?  


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