O quanto as cidades são seguras para mulheres?

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Estava em uma conversa em um aplicativo de mensagens (aquele mesmo que quase todos usam) quando surgiu o assunto sobre uma rua bem famosa daqui. E eu disse que não me sentia segura ao andar por ela. Que tinha uma percepção de insegurança. E a resposta foi que seria talvez uma visão pessoal. Como sei que a visão (e experiência) das mulheres sobre o que é uma cidade segura pode ser diferente das visões masculinas, fui pesquisar a respeito em artigos acadêmicos e governamentais recentes para entender mais sobre a realidade. É mesmo percepção pessoal. Ou.... Pesquisa do Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva, divulgada em setembro de 2024, mostrou um dado alarmante: que 97% das brasileiras sentem medo de sofrer violência quando se deslocam pela cidade. A mesma pesquisa aponta que 71% das mulheres já sofreram algum tipo de violência durante seus deslocamentos urbanos. Entre mulheres negras e LBT, os índices sobem ainda mais.  Isso não é sensação isolada. Se per...

Alquimia transforma material de demolição em projeto premiado

Uma casa/estúdio que ressurge da utilização de material de demolição de outra. Projeto premiado na IX Bienal de Arquitectura y Urbanismo 2014, obra do escritório paraguaio Estúdio Elgue.





Todos sabemos que o setor da construção civil é um dos que mais geram gastos energéticos, seja na indústria de componentes, seja nos retrabalhos e material jogado fora. Quem já fez uma pequena reforma sabe o quanto saí de caliça e material em inúmeros sacos e entulhos. Tudo isso é gasto. Tudo isso é desperdício. Imagine grandes obras! Muito se tem pesquisado e procurado soluções para resolver e/ou minimizar esse problema, mas ele ainda existe. É pensando nessa realidade que surge esse projeto de casa/escritório que não apenas reaproveita esse material de demolição, como o utiliza em novos usos.  
 
 
Os autores estimam que o custo da obra seja menos da metade do que de uma construção tradicional.
 


 Algumas soluções de projeto incluem:
  • Usar o tijolo sem revestimentos, mantendo a sua textura natural contrastando com as paredes que permaneceram tratadas com gesso e cor.
  • Tijolos foram usados como respiros e circulação de ar em uma solução bem original. São fechados com os vidros da antiga construção que foram cortados e adaptados para novos usos. 
  • Uso de um sistema de circulação de ar por meio de janelas baixas e altas para entrada e saída do ar, sistema bastante conhecido na arquitetura bioclimática como efeito chaminé.
  • Detalhes de iluminação natural nas paredes e telhados permitindo uma economia em iluminação artificial. 
  • Esquadrias foram feitas com reaproveitamento da madeira existente no canteiro. 



 
A concepção do projeto privilegiou o que os arquitetos chamam de esboço, como se as linhas saíssem livres e a edificação se reunisse ao entorno como se fosse uma pele, com "respiração" e pulsação através de aberturas e efeitos de luz sejam de dia ou a noite.  
 
Um resultado instigante, uma solução formal que de certa forma incomoda ao convencional, mostra a pele, mostra a entranha, faz ver o material em sua brutalidade e ao mesmo tempo poesia. Arquitetura.
 
Dica da Colega Arq. Tanise Duarte
Local - Assunção - Paraguai 

Comentários

  1. Muito lindo este projeto!

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  2. ...apaixonante...natural..."saber fazer"... não precisa e não deve seguir padrões...simplicidade sinal de bom gosto...natureza em 1⁰lugar...!!!

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  3. Que demais.Otimo seria se a maioria pensasse assim.

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    1. Muitos já estão se dando conta de que preservar é uma ótima atitude

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