Estúdio com 30m2 tem construção econômica e resultado belo

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O  BAAQ  é um escritório de arquitetura mexicano que desenvolveu este projeto para um estúdio de descanso, o Chiapas Studio. Os requisitos eram economia na construção e manutenção. O resultado ficou muito interessante.  Com cerca de 30 m2 a construção aproveita a ventilação natural e como a região tem verões quentes, aproveitam a grande cobertura em bambu para criar uma varanda coberta para ser usada nos dias quentes. Para os dias frios, a parte inferior, com paredes de painéis de cimento e poliestireno de alta densidade, abriga como sala de estar.

Alquimia transforma material de demolição em projeto premiado

Uma casa/estúdio que ressurge da utilização de material de demolição de outra. Projeto premiado na IX Bienal de Arquitectura y Urbanismo 2014, obra do escritório paraguaio Estúdio Elgue.





Todos sabemos que o setor da construção civil é um dos que mais geram gastos energéticos, seja na indústria de componentes, seja nos retrabalhos e material jogado fora. Quem já fez uma pequena reforma sabe o quanto saí de caliça e material em inúmeros sacos e entulhos. Tudo isso é gasto. Tudo isso é desperdício. Imagine grandes obras! Muito se tem pesquisado e procurado soluções para resolver e/ou minimizar esse problema, mas ele ainda existe. É pensando nessa realidade que surge esse projeto de casa/escritório que não apenas reaproveita esse material de demolição, como o utiliza em novos usos.  
 
 
Os autores estimam que o custo da obra seja menos da metade do que de uma construção tradicional.
 


 Algumas soluções de projeto incluem:
  • Usar o tijolo sem revestimentos, mantendo a sua textura natural contrastando com as paredes que permaneceram tratadas com gesso e cor.
  • Tijolos foram usados como respiros e circulação de ar em uma solução bem original. São fechados com os vidros da antiga construção que foram cortados e adaptados para novos usos. 
  • Uso de um sistema de circulação de ar por meio de janelas baixas e altas para entrada e saída do ar, sistema bastante conhecido na arquitetura bioclimática como efeito chaminé.
  • Detalhes de iluminação natural nas paredes e telhados permitindo uma economia em iluminação artificial. 
  • Esquadrias foram feitas com reaproveitamento da madeira existente no canteiro. 



 
A concepção do projeto privilegiou o que os arquitetos chamam de esboço, como se as linhas saíssem livres e a edificação se reunisse ao entorno como se fosse uma pele, com "respiração" e pulsação através de aberturas e efeitos de luz sejam de dia ou a noite.  
 
Um resultado instigante, uma solução formal que de certa forma incomoda ao convencional, mostra a pele, mostra a entranha, faz ver o material em sua brutalidade e ao mesmo tempo poesia. Arquitetura.
 
Dica da Colega Arq. Tanise Duarte
Local - Assunção - Paraguai 

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