Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Reforma resgata história e traz amplidão


Essa foi a foto que me chamou a atenção para esse projeto. E como adoro reformas bem feitas, tinha que compartilhar aqui o rejuvenescimento da casa onde viver a grande atriz canadense Beatrice Lillie.  Era era conhecida como Lady Peel e o projeto do escritório Rzlbd recebeu o seu nome. 

Localizada em Toronto, Canadá, é uma construção com estrutura em madeira e alvenaria e com três andares.

Externamente a casa respeitou a volumetria e forma das casas vizinhas, tendo algumas alterações pontuais, em formato de esquadrias e exposição do revestimento. Isso mostra um respeito pelo entorno.

Mas na área interna quanta diferença! O ambiente vitoriano foi remodelado e como era uma casa estreita, os arquitetos realçaram os espaços mais contínuos, abrindo espaço para que a luz natural a percorresse.

O uso de cor branca, a abertura da caixa da escada, o longo corredor que guarda as funções da casa, foram mesclados aos tijolos da estrutura que foram revelados em sutis panos que contrastam com a limpeza do mobiliário.
Toda essa abertura resultou em espaços leves, mais contemporâneos, unidos pela circulação vertical que usa pontes para conectar quartos e home office no andar superior, mantendo a abertura para os andares de baixo.
No último andar o dormitório é limpo e claro e mostra a estrutura do telhado.
Espaços fluídos que resgatam a história do lugar e mantém a classe da casa que abrigou uma grande atriz. Belo exemplo! 

Veja mais fotos da reforma da Lady Pell House AQUI


Fotografia de Arquitetura : Projeto borXu

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