Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Playground feito com material reciclado em mutirão

Espaços públicos pós grandes tragédias ambientais como terremotos sofrem pela falta de referenciais e dificuldades de reconstruir equipamentos urbanos. É o caso de L' Aquila , cidade histórica na Itália que sofreu um grande terremoto em 2009 que causou grande destruição.
Pois um grupo de estudantes e profissionais se uniu e projetou e construiu o PARCOBALENO , uma área de lazer que utiliza material reciclável junto às unidades de alojamento temporário na cidade. 

Como eles, eu também acredito que situações limite em que a falta de recursos e o estado de caos instalado pode gerar soluções criativas, baratas e relativamente fáceis de serem feitas, desde que contando com boa vontade e solidariedade. É a capacidade humana de transformar e renascer das cinzas, quando necessário. E contar com a capacidade de trabalho e cooperação dos estudantes, profissionais e moradores é sempre salutar em situações de pobreza de recursos.






Essa solução de auto construção e união de esforços já foi mostrada na Cidade para os cidadãos e cidadãos para a cidade. A oferta de locais para as pessoas se encontrarem é uma das necessidades de qualquer espaços urbano. Basta olhar nossas cidades e analisar quantos espaços temos próximos às nossas casas. 
 
Muitas cidades contam com parques urbanos, mas nem todos ao alcance da maioria dos habitantes, seja pela distância, seja pela falta de equipamentos disponíveis. Em locais que sofreram degradação urbana, esses locais se tornam ainda mais importantes pela possibilidade de propiciar agregação das relações sociais que sofreram consideráveis abalos.


O projeto tem como conceito a agregação e a criatividade. Os materiais utilizados são resíduos de construção, paletes, tubos de andaimes, materiais facilmente encontráveis e baratos. Todos reunidos e montados de forma modular, assumindo variadas formas e funções.

Uma maneira viável e rápida de prover áreas de lazer para populações carentes que não tem tempo para esperar soluções de mais longo prazo. É agora que eles precisam socializar. Uma boa ideia de prática a ser usada em tantas áreas carentes de nossas cidades.

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