MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Monte e desmonte seu escritório - conteineres

Aproveitar terrenos vazios em centros urbanos para fazer um conjunto de escritórios que possam ser montados e desmontados parece uma solução bem lógica. Ainda mais se pensarmos no custo de um terreno urbano. Pois foi essa a solução proposta pelo estúdio japonês Daiken-Met Architects. 

Usando uma estrutura em aço como base para os conteineres, o conjunto 
Sugoroku ainda conta com madeira compensada e/ou madeira oriunda de embalagens nos seus interiores. O acesso se dá por passarelas externas.

Uma ideia interessante e bastante prática. Fiquei pensando nas instalações provisórias das arenas da Copa do Mundo. Ouvi falar em custos de milhões de reais para essas construções que devem ser desmanchadas depois. Uma solução similar não seria mais lógica?
 Além de soluções empresariais temporárias, essa solução poderia ser usada para residências emergenciais no caso de tempestades e desabamentos, por exemplo.
Vi esses dias uma proposta de uma arquiteta americana que propôs uma casa em módulos. Módulos de quartos, de cozinhas, etc. Achei também bastante interessante. A ideia é que se pode mudar uma cozinha trocando o módulo usado (que pode ser vendido por outro novo e diferente). Confesso que uma das coisas que me dói em uma reforma é ver ambientes praticamente novos serem demolidos porque saíram de moda, ou porque o novo proprietário não gosta do que o anterior fez. E muitas vezes são espaços que estão bons. Haja conversa do arquiteto para convencer a fazer um retoque. Nem sempre se convence. E lá vem demolição, desperdício e a sustentabilidade que passe longe.

Hora de se pensar em novas práticas. Urgente.

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