Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Projetos para 2014 - desapego

Não, esta não é uma postagem sobre resoluções para o novo ano e nem sobre meus planos profissionais para 2014. Na verdade não fiz nem um nem outro.

A única coisa que me parece clara é a minha palavra de 2014: Desapego. E não pensem que seja uma coisa fácil. Sou uma acumuladora em potencial, então o desafio que me proponho não é pequeno. Espero estar à altura dele.

Não, isso não significa que vou virar uma minimalista. Isso seria um exagero semântico e não sou definitivamente uma pessoa extremada. Espero apenas focar cada dia mais no essencial, no que importa e deixar as firulas de lado. Mas especialmente espero aprender a abrir mão. Deixar que as coisas e pessoas sigam seus rumos. Aprender quando, como e por que também é uma sabedoria da vida.

Dos espaços que a mim couber trabalhar, espero traçar vida e função, fazer desabrochar harmonia e personalidade. Descobrir novos materiais, novos usos, reciclar intenções e metas. Reusar. Doar. E recusar o que não seja para mim e possa servir a mais alguém.
Espero resgatar um lado poético que em mim vive e anda adormecido. Espero redescobrir prazeres que estão hibernando. Espero recuperar forças e energias que navegam no meu mar de ideias e atos.
Para 2014 espero um ano par. Par de trocas, par de amores, par de realizações. Par de busca. Um ano em que a vida se faça de forma simples, sem grandes fogos que já disse que não sou espetaculosa, mas com muita luz.

Para realizar esses projetos e fazer de um novo ano um novo começo, espero estar comigo. Cada dia mais. Me abastecer de leituras boas, de bons amigos, de boas práticas de vida. Espero desapegar de velhas ideias, desapegar de medos que me tolhem, desapegar de energia estrangulada de objetos que devem seguir seu rumo. Espero chegar ao final do ano com um sorriso maroto nos lábios e uma sensação de vida correndo nas veias. 
Fotos: Pinterest

Comentários

  1. Belíssimo post Elenara. Se é, pelo menos, uma "carta de intenções", está pra lá de boa! Boa sorte, que tudo se realize! ;-)

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  2. Obrigada! Não vai ser fácil, mas já está na hora! Beijos Maria Alice!

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