Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Abrigo de barcos recria história

Um antigo abrigo de barcos norueguês foi a inspiração para a construção dessa nova construção que não apenas se baseou no antigo, como reutilizou materiais dele. Vejam nas fotos o resultado. Belíssimo!
Antigas esquadrias de um edifício das vizinhança foram a base da modulação das novas aberturas.
 A construção se revestiu de cuidados como o uso de materiais que não precisam de manutenção e não agridem o meio ambiente. O uso de portas pivotantes permite que se crie zonas internas/externas apropriadas ao clima local.  

Um exemplo de como manter a história da arquitetura local, mantendo suas referencias em forma e materiais e as adequando a novos usos. 

Projeto:  TYIN tegnestue Architects 
Fotos Pasi Aalto 

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