Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Arquitetos foram crianças também

Oscar Niemeyer Fonte
Pensando na brincadeira que sempre corre nas redes sociais na época de Dia das Crianças de colocar nossas fotos de crianças, me lembrei de procurar as de arquitetos. Não foi lá muito fácil, mas achei alguns. Oscar Niemeyer, Brunete Fracarolli, Tadao Ado. Talentos e trajetórias a parte o que tem em comum as crianças que se tornam arquitetas?
Brunete Fracarolli - Fonte
Talvez a curiosidade, a vontade de conhecer, a visão espacial mais a flor da pele. A vontade e a habilidade no desenho.
Tadao Ado
Pequeno Construtor
Me lembro de pequena de gostar muito de brincar com o pequeno construtor. Aliás era a brincadeira predileta de vários colegas, como constatei em redes sociais. Lápis de cor, papel e muito desenho! E achei uma postagem bem bacana em um site, o Artchoo, que fala em como despertar o arquiteto interno nas crianças. Nem tanto para torna-las profissionais da construção, mas mais para desperta-las para conhecer o espaço, coisa muito válida em todas as profissões.

Algumas dicas que achei ali:

  • Construir seu refúgio, seja com travesseiros, seja com caixas de embalagem, o importante é dar a noção de refúgio e pertencimento. 
  • Trabalhar e brincar com blocos - olha aí o Pequeno Construtor aí de cima. Se não tiver um, faça seus módulos. Quando pequena eu usava caixas de fósforos vazias. Hoje existem várias caixinhas que podem ser adaptadas, inclusive embalagens de iogurte, leite, etc.
  • Papel em branco e lápis de cor. Fórmula mágica! Experimente e veja como eles até deixam os eletrônicos de lado! E não apenas desenhar, peça que expliquem o que desenharam. Arquitetura não se resume a traços, ela é conceito que necessita de palavras.
  • Para crianças maiores trabalhe com noção de escala e proporção. Fazer maquetes ajuda bastante.
  • Use os programas de computador existentes - tem alguns grátis que podem ajudar a ter uma noção bem legal do espaço. Uma dos primeiras lições na faculdade era desenhar uma cena urbana e um espaço interno sem preocupação com perspectiva e sem réguas. Um bom exercício é desenhar sua casa. Primeiro sem preocupação com escala e depois medindo. Tudo isso ajuda a ter uma noção de espaço.
  • Estudar história e estilos de arquitetura. Comece em sua cidade. Veja um prédio interessante e vá atrás de sua origem, quem foi o arquiteto, qual foi o estilo...
Não precisa que a sua criança vire um arquiteto, mas que ela vai se divertir e aprender mais sobre o espaço que a rodeia, isso vai. Até para exigir mais qualidade quando crescer.     

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