O quanto as cidades são seguras para mulheres?

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Estava em uma conversa em um aplicativo de mensagens (aquele mesmo que quase todos usam) quando surgiu o assunto sobre uma rua bem famosa daqui. E eu disse que não me sentia segura ao andar por ela. Que tinha uma percepção de insegurança. E a resposta foi que seria talvez uma visão pessoal. Como sei que a visão (e experiência) das mulheres sobre o que é uma cidade segura pode ser diferente das visões masculinas, fui pesquisar a respeito em artigos acadêmicos e governamentais recentes para entender mais sobre a realidade. É mesmo percepção pessoal. Ou.... Pesquisa do Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva, divulgada em setembro de 2024, mostrou um dado alarmante: que 97% das brasileiras sentem medo de sofrer violência quando se deslocam pela cidade. A mesma pesquisa aponta que 71% das mulheres já sofreram algum tipo de violência durante seus deslocamentos urbanos. Entre mulheres negras e LBT, os índices sobem ainda mais.  Isso não é sensação isolada. Se per...

Como vivem pessoas criativas

Descobri esse site meio que por acaso. 

Coffeeklatch mostra uma série de entrevistas que Magali Elali e Kiggen Bart fizeram com diversas pessoas prá lá de criativas em suas casas ou locais de trabalho. 

E é bacana ver como essas pessoas fazem de seus espaços locais MUITO ricos em lembranças, em personalidade. 

Cada um deles fala por si. 

Conta histórias. 

São lugares de gente, não parecem vitrines de lojas.


 Os livros se amontam em prateleiras e tem cara e jeito de que foram lidos. As portas se abrem, convidativas, como que chamando para entrar.

 As lembranças se arranjam nos cantos, nas vistas da gente, lembrando fatos, lembrando porque lembrar é uma maneira de viver de novo. 
 O muito é feito de harmonia e criatividade e nem sempre de muito mobiliário. 

 O novo e o velho (ou seria antigo?) convivem, se mesclam, fazem parte de um mesmo corpo que conta uma história que por vezes é adivinhada, por outra é ouvida com o espanto das novidades.
 As cores, as peças de design, parecem ali tão naturais como se fossem uma pele. Não se tornam um marco por si sós, apenas estão ali e fazem sua função. E adquirem então toda a sua beleza.  



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