Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Como vivem pessoas criativas

Descobri esse site meio que por acaso. 

Coffeeklatch mostra uma série de entrevistas que Magali Elali e Kiggen Bart fizeram com diversas pessoas prá lá de criativas em suas casas ou locais de trabalho. 

E é bacana ver como essas pessoas fazem de seus espaços locais MUITO ricos em lembranças, em personalidade. 

Cada um deles fala por si. 

Conta histórias. 

São lugares de gente, não parecem vitrines de lojas.


 Os livros se amontam em prateleiras e tem cara e jeito de que foram lidos. As portas se abrem, convidativas, como que chamando para entrar.

 As lembranças se arranjam nos cantos, nas vistas da gente, lembrando fatos, lembrando porque lembrar é uma maneira de viver de novo. 
 O muito é feito de harmonia e criatividade e nem sempre de muito mobiliário. 

 O novo e o velho (ou seria antigo?) convivem, se mesclam, fazem parte de um mesmo corpo que conta uma história que por vezes é adivinhada, por outra é ouvida com o espanto das novidades.
 As cores, as peças de design, parecem ali tão naturais como se fossem uma pele. Não se tornam um marco por si sós, apenas estão ali e fazem sua função. E adquirem então toda a sua beleza.  



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