Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

Imagem
Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Banca de jornais. Dá para renovar ?

Banca de revista 1938
Jornal é um artigo de altíssima perecibilidade. Ele era considerado vendável por um período muito curto, uma manhã por exemplo. Depois já era artigo velho. Imaginem a loucura de uma redação tendo que determinar o tamanho da tiragem e o que vai vender. Não é a toa que tragédias sempre fizeram a alegria de muito redator...

E as bancas de revistas e jornais também nunca foram objeto de muita criatividade. Locais de exposição fácil, tinham que estar ao alcance das pessoas que passavam apressadas. 
Foto: Bruce Gilden/Magnum
Nas cidades foram adquirindo uma forma de pequenas casas, em geral retângulos que permitissem expor e armazenas com segurança os jornais e revistas, e depois as balas, cigarros e refris que foram sendo aglutinados ao objeto básico: leitura. Com algumas exceções, elas não fugiram muito do obvio.

Quiosque de jornal de São Francisco

E agora, lendo sobre um concurso para bancas de revistas em São Paulo, fiz uma rápida pesquisa sobre modelos de bancas na internet. Entre antigos e modernos, separei alguns modelos de bancas. Como os propostos para a cidade de NY por exemplo. Uma simples renovação da forma básica. O que não é ruim, essas bancas funcionam e não agridem tanto o entorno como algumas invenções.

Modelos mais ecológicos vemos em algumas feiras, como a do Livro de Porto Alegre, em que as bancas são feitas para durarem duas semanas. 


Nova banca de NY




Banca de jornal Fonky Gribs dos alunos da PUC-RJ Bruna, Filipe e Luciana 

Banca da Feira do Livro de Porto Alegre - Projeto de Sousa Guerra com preocupações sustentáveis

  



Projeto Thomas Heatherwick - Londres




E no futuro ? Como serão as bancas de jornais e revistas ? Esse vídeo tenta dar uma ideia.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Calungas, a representação da escala nos desenhos

Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia