Blog da Arquiteta Elenara Stein Leitão que, desde 2004, fala sobre arquitetura, urbanismo, interiores e design abordando assuntos ligados à sustentabilidade e uma concepção de espaços que conciliem bom gosto, funcionalidade e aconchego com um toque humano.
Estava em uma conversa em um aplicativo de mensagens (aquele mesmo que quase todos usam) quando surgiu o assunto sobre uma rua bem famosa daqui. E eu disse que não me sentia segura ao andar por ela. Que tinha uma percepção de insegurança. E a resposta foi que seria talvez uma visão pessoal. Como sei que a visão (e experiência) das mulheres sobre o que é uma cidade segura pode ser diferente das visões masculinas, fui pesquisar a respeito em artigos acadêmicos e governamentais recentes para entender mais sobre a realidade. É mesmo percepção pessoal. Ou.... Pesquisa do Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva, divulgada em setembro de 2024, mostrou um dado alarmante: que 97% das brasileiras sentem medo de sofrer violência quando se deslocam pela cidade. A mesma pesquisa aponta que 71% das mulheres já sofreram algum tipo de violência durante seus deslocamentos urbanos. Entre mulheres negras e LBT, os índices sobem ainda mais. Isso não é sensação isolada. Se per...
Cardápio
Entrada : Terrine de salmão com pãozinho (foto)
Prato principal: Almôndega ao molho Aurore com conchiglie e ervilhas
Sobremesa: Soufflé glacé aux fraises (melhor parte, dos deuses).
Vi a versão do Fantasma da Ópera de 2004 no cinema. Mas existem versões no cinema desde 1925. O Gaston Leroux, em cujo livro é baseada a história, era um jornalista e, na verdade, a história de amor é bem menor no seu livro do que foi mostrado no cinema e teatro. O Erik (nome do Fantasma) era bem mais feio que o Gerald Butler e bem menos charmoso. Ao contrário, a história tem muito de terror e a trama policial é bem marcante no livro. E um dos personagens centrais é sem dúvida o teatro. A Ópera de Paris. Como é construido sobre um pântano, o autor lançou a ideia de um rio subterrâneo e um mundo construído pelo Erik, que era até arquiteto,além de brilhante músico. Mas acho que a história nos bate mesmo pela intensa paixão desse personagem. Mas para mim uma paixão de certa forma egoista,mais pela criatura que formara para a música que pela mulher Christine...O que acham vocês ?
Mas um dos maiores personagens é mesmo o impressionante Palais Garnier, a Opera de Paris. Achei uma descrição bem interessante sobre ele feita pelo Jorge, aqui nesse site e que vou reproduzir abaixo:
AÓpera de Paris é um desses prédios capazes de revolucionar a história da arquitetura. Esse edifício é parte do plano de renovação de Paris empreendido durante o governo do Imperador Napoleão III pelo prefeito Barão Haussmann, e que deu à Cidade-Luz as feições pelas quais a conhecemos hoje: seus amplos bulevares arborizados, praças, parques, monumentos e prédios de poucos andares. Em 1860 foi aberto um concurso internacional para o projeto do prédio da Academia Imperial de Música, e para surpresa geral, o vencedor foi um jovem arquiteto praticamente desconhecido, embora já tivesse sido agraciado com o mais prestigioso prêmio artístico da França – o Prix de Rome. Seu nome: Charles Garnier.
As obras tiveram início ainda em 1861, porém sofreram uma série de percalços que a fizeram se arrastar muito além do cronograma inicial: em 1870, a Guerra Franco-Prussiana e a queda do Imperador Napoleão III, em 1871 a terrível Comuna de Paris, que resultou em dezenas de milhares de mortes e na destruição de parte da cidade. Depois de inúmeras interrupções e de o orçamento original ter sido estourado em muito, a Ópera foi finalmente inaugurada em 1875 e causou de imediato um impacto profundo no mundo da arquitetura.
De fato, o edifício é impressionante, de dimensões gigantescas; os mais nobres materiais, como mármores de diversas partes do mundo, mosaicos, lustres gigantescos de cristal. As mais modernas tecnologias da época foram adotadas, inclusive o uso de concreto nas fundações – era uma das primeiras ocasiões em que se usava em grande escala esse material desde que havia sido redescoberto pouco tempo antes (sua técnica havia sido perdida desde o tempo dos romanos).
A quantidade de salões, escadarias e galerias é tão grande que no final sobra pouco espaço para a platéia; a Ópera de Paris possui 2.200 lugares, enquanto que o Teatro Municipal de São Paulo, muito menor, possui 1673. A fim de criar uma perspectiva que favorecesse visualmente o edifício, foi criada uma nova avenida, que não estava prevista nos projetos originais de Haussmann – a Avenida da Ópera. É uma das poucas avenidas de Paris sem fileiras de árvores plantadas nas calçadas, a fim de que não prejudicar a visualização da Ópera. Em 1900, outro cuidado foi tomado durante a construção do metrô, com a instalação de balaustradas de mármore ao invés das entradas de ferro no estilo art nouveau das demais estações, que poderiam estabelecer um conflito visual com o estilo da Ópera. Infelizmente, não se teve a mesma preocupação nos anos 60 quando o teto da platéia recebeu uma horrenda pintura moderna de Marc Chagall, numa verdadeira agressão visual ao velho edifício.
A Ópera de Paris, com sua incrível profusão de esculturas e ornamentos na fachada, marca uma guinada na história da arquitetura, onde a sobriedade e austeridade do neoclassicismo até então dominantes passam a ser preteridos em favor da chamada arquitetura “eclética. Trata-se de uma arquitetura “barroca”, no sentido da exuberância e não apenas do estilo (embora o estilo barroco tenha influenciado fortemente o projeto de Garnier).
Até a metade do séc. XX, a cultura francesa era a mais admirada e imitada no mundo inteiro. Porém, havia um país em particular onde a admiração pela França chegava ao nível da veneração; e esse país era o Brasil. Tanto é que, nas duas maiores cidades os teatros principais foram inspirados, ou melhor, são quase réplicas da Ópera de Paris: são os Teatros Municipais do Rio de Janeiro e São Paulo.
Realmente nota-se pelas fotos e corte que é um edifício impressionante. Especialmente no corte se nota a envergadura da área acima do palco e o subterrâneo sob o palco. Pode-se imaginar que um artista como o Erik descrito no livro pudesse ter realmente criado um mundo encantado nesse cenário.
Essa casa super simpática me lembrou de imediato duas referências: Uma, os edificios em Atenas que ficavam perto do meu hotel. Todos tinham imensas floreiras que fazia com que ficassem tão simpáticos! Mas olhando com mais foco, me veio a segunda referência. Na verdade as fachadas da frente e fundos são como segundas peles, floreiras que criam um micro clima super agradável no interior do prédio. Justo como a casa do colega Oscar Muller. Eu juro que tenho fotos no computador, mas não consegui acha-las para colocar aqui. A dele é uma casa de vila e, na parte dos fundos, tem uma cortina de metal onde as plantas, em geral trepadeiras, se mesclam e criam um efeito super interessante. Não achei mais referências sobre esse projeto no site e não sei o autor do projeto e nem como é feita a manutenção das floreiras. Em algumas se tem alcance por dentro da casa, em outras me pareceu um pouco complicado, mas o conceito é super bom. PS: O Elcio no comentário abaixo deixou o link com ...
Como é o processo projetual de um/a Arquiteto/a? Difícil de mensurar. Me lembro quando estava no mestrado, tinha gente pesquisando os tais processos de qualidade. Para mim, mensurar quantitativamente o processo de projetar, na época, me parecia surreal. Já escrevi aqui um chamado sobre "Como você projeta? " onde expliquei mais ou menos como funciona o meu processo. E agora achei um guia rápido falando sobre isso nesse site , descrevendo exatamente o Processo de Projetar. Vale a visita para visualizar a quantidade de material gerado por um projeto. Vamos passear por ele? Passo 1: Entrevista e discussões iniciais Esse passo é fundamental. Na minha experiência profissional já posso até dizer quando um projeto vai dar certo ou não. É preciso empatia com o proprietário. Não, não se precisa pensar igual, nem quer dizer que vamos ficar amigões, mas é preciso uma cumplicidade e empatia para atingir um objetivo comum. E, fundamental, é a eta...
Arquitetura....sonho dourado de muitos jovens que sonham com um futuro glamouroso e cheio de notas na conta bancária. Mas será realmente assim? Veja algumas razões de porque NÃO fazer arquitetura. 1- Principal motivo: DINHEIRO. Para os que visam a recompensa financeira em primeiro lugar: Arquitetura não é uma mina de ouro. Esqueça os figurões que vê na mídia com escritórios em Miami e Paris. Eles são a minoria da minoria. A grande maioria dos colegas arquitetos está ralando em seus escritórios ou em escritórios alheios. E ainda faz bico no fim de semana. 2- Recompensa intelectual : Tudo bem, não vou ganhar rios de dinheiro, mas vou ser reconhecido como uma pessoa criativa e maravilhosa que vive para ajudar os outros. Sim! Ajudar os amigos, parentes e conhecidos dando palpites de como eles podem arrumar suas casas e espaços. Palpite não é projeto , lembre. Sem contar que fica horas pesquisando para achar soluções interessantes e vem alguém e copia. E leva as glórias. 3- Saúde ...
Captar água da chuva com garrafas pet ? É o que o propõe o sistema Rain Drops Ele pode ser adaptado ao sistema pluvial existente e usado para molhar o jardim, por exemplo. Achei a idéia interessante.
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