A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

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Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Transitions Towns

Transitions Towns é um movimento que visa a união coletiva pela busca de um design de transição das nossas  cidades para uma lógica mais sustentável. Através da busca coletiva de soluções para as questões urbanas mais preementes como novas formas de consumo e uso de matrizes energéticas mais sustentáveis.

http://transitionbrasil.ning.com/

Um exemplo : TOTNES (UK)



A cidade de Totnes é o exemplo do movimento pelas cidades auto-suficientes e contra as alterações climáticas. Localizada na Inglaterra, com menos de 10.000 habitantes, uma tipica cidade pequena inglesa que é a cidade de transição mais desenvolvida do mundo, pioneira do movimento das comunidades que lutam pela redução do consumo de energia e de carbono, e com o desafio é encontrar a auto-suficiência. Foi criada uma moeda própria :  a libra de Totnes, que permite que haja um gasto menor de energia no consumo de mercadorias locais.  

"O grande objectivo de Totnes, como cidade de transição, é a relocalização da produção, da distribuição e do consumo, e que a maioria dos postos de trabalho seja ocupada por gente da zona, e que os alimentos, a energia e a água sejam gerados na própria comunidade. "O importante é pensar em termos globais e actuar em termos locais", afirma Longhurst, "e estarmos preparados para a crise sem nos sentirmos infelizes com isso."
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