O espaço que envelhece com você: o que a arquitetura tem a ver com os seus próximos 30 anos

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Imaginemos uma manhã comum em qualquer cidade por aí: alguém acorda, vai ao banheiro no escuro, tropeça no batente que nunca incomodou tanto antes, segura a parede porque não há barra de apoio, e pensa que está ficando velho. Não está. Está vivendo num espaço que nunca foi pensado para o corpo que ele tem hoje. Esse é o ponto que me interessa. Envelhecer todos (os que tiverem sorte) vão. Mas até que ponto a arquitetura ignora estes processos? As projeções nos dizem que o Brasil vai ter 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2060. E o que estamos construindo para receber esse contingente? Apartamentos com corredores de 80 centímetros. Banheiros onde dois adultos mal conseguem se virar. Entradas sem rampas. Calçadas que parecem ter sido projetadas para testar equilíbrio. A cidade, como eu costumo repetir por aqui, nunca te viu. E a maioria dos lares também não. "Aging in place" não é um conceito de design escandinavo importado para Instagram. É o direito de permanecer no ...

Um Call Center que não é um inferno para trabalhar? Veja aqui

Como assim, um call center que não é um sala cheia de ilhas onde pessoas ficam enlouquecidas em seus postos? Ao contrário, um espaço hiper diferente e criativo, jovem, aberto. Aliás aberto não só em termos de espaço, mas de como ocupar esse espaço. Isso é o  escritório Airbnb Portland, um projeto de Aaron Taylor Harvey e Rachael Yu. 


A Airbnb é um serviço que conecta pessoas que viajam à pessoas que alugam seus espaços. É um pouco mais que essa simples descrição e é onde trabalham cerca de 200 funcionários que vamos conhecer aqui. O serviço que a empresa oferece inclui uma equipe de "concierge virtual" que soluciona eventuais problemas que surjam na locação. Creio que a ideia seria proporcionar realmente uma experiência única e proporcionar experiências de viagens prazerosas para quem viaja. E renda para quem loca. 

 
 Cuidadosamente estudado e construído baseado em padrões comportamentais de como funciona o serviço, para que as equipes de trabalho possam andar livremente pelos espaços, com seus laptops e fones de ouvido. E para tornar tudo mais interessante e interativo, a equipe de designers recriou vários locais memoráveis da própria empresa. Segundo eles, isso cria uma conexão emocional com o serviço que fazem.

Os espaços foram projetados de tal maneira que facilite a interação e o compartilhamento de informações, o que ajuda a solucionar mais facilmente os problemas dos clientes.

 

Desde locais onde possam deixar seus pertences, cantos e recantos onde possam estar consigo ou com poucas pessoas à uma variedade de espaços mais amplos e públicos. Como diz Harvey sobre a percepção dos funcionários estudados : "Você quer uma caverna, mas você também quer uma vista". E também previram a possibilidade de que as equipes pudessem personalizar suas salas de conferências, trazendo a noção do espaço privado para o público e o tornando mais deles.

Fonte
Fotos : Jeremy Bittermann 

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