Café Alta Política- Metamorfose da Vida

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No Café Alta Política, no dia 14 de agosto de 2026, tive a oportunidade de representar o Coletivo Metamorfose da Vida e falar sobre envelhecimento, autonomia e o papel que cada pessoa pode assumir na construção da própria longevidade. O Café Alta Política é organizado por Julio Pujol e Giselle Hubbe. Um encontro no belo café do Margs em Porto Alegre. Este foi o 60º e teve como tema Leituras do Envelhecer. Junto comigo para um bate papo, o ex-vereador e Secretário Adjunto de Inclusão e Des. Humano de Porto Alegre e Vinicius Kaster, Secretário Adjunto de Esportes de Porto Alegre. Falei sobre minha formação como arquiteta, mestre em Engenharia de Produção e integrante do coletivo Metamorfose da Vida, e como uma experiência mudou minha maneira de olhar para a vida e para a arquitetura: durante cerca de 20 anos, acompanhei o envelhecimento e o adoecimento dos meus pais. E aprendi como a sala de espera de uma UTI pode ser uma espécie de pós-graduação sobre a condição humana. A partir dessa ...

Obsolescência X Reutilização de casas - prêt-à- loger

Uns anos atrás comecei a notar uma tendência de demolição de casas relativamente novas para construção de edifícios em Porto Alegre. Terrenos amplos, localização privilegiada e crescente insegurança explicavam esse descarte de casas relativamente novas e bem construídas. Mas achei que era um problema nosso, coisa de terceiro mundo ou de país em desenvolvimento. Qual não foi minha surpresa ao ouvir duas referências à obsolescência de casas também no Japão e na Holanda

No artigo sobre o Japão o autor inclusive aponta a contradição entre a excelente qualidade das construções, especialmente as de madeira, com a prática de demolir para construir uma nova. Uma prática nada sustentável que torna a vida útil das casas relegada a uma pequena dezena de anos, algo como 30, 38 anos. O grande número de arquitetos e trabalhadores em construção civil também são um indicativo de um mercado que é altamente renovado. Talvez bom para a indústria da construção mas altamente pernicioso em termos de sustentabilidade. 






Já na Holanda, segundo informação do colega Wagner Gonzalez, que mora em

Groninga, muitos edifícios antigos e com um histórico de alto valor emocional, acabam demolidos para construir edificações energeticamente mais eficientes e mais adaptadas aos nossos dias. 
Mas para suprir a lacuna de gerir história e presente, já pensando em um futuro mais humano e eficiente, estudantes da Universidade de Tecnologia de Delft projetaram uma espécie de segunda pele que pudesse ser usada sobre as casas geminadas que fizeram a história holandesa depois da segunda guerra mundial. 

Chamaram seu projeto prêt-à- loger " ( pronto para viver) e vão concorrer no Solar Decathlon Europe com ele. Ao invés de propor uma casa do futuro, a ideia é fazer com que as casas atuais possam chegar ao futuro preparadas com painéis solares e podendo receber vegetação. Saiba mais sobre o projeto AQUI
Um empoderamento das antigas construções, levando-as a um novo ciclo de vida. Redução de gastos, de desperdícios em demolição e reutilização de espaços gerando transformação e novas possibilidades de futuro, sempre imaginando a grande demanda por cidades e a consequente necessidade de casas e espaços. Para dar uma ideia da escala do projeto, segundo os estudantes, "cerca de 60 % dos cidadãos holandeses vivem em casas geminadas , chamados Doorzonwoning , que foram criados durante o déficit habitacional pós-Segunda Guerra Mundial". 

Autor: Elenara Leitão



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