O quanto as cidades são seguras para mulheres?

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Estava em uma conversa em um aplicativo de mensagens (aquele mesmo que quase todos usam) quando surgiu o assunto sobre uma rua bem famosa daqui. E eu disse que não me sentia segura ao andar por ela. Que tinha uma percepção de insegurança. E a resposta foi que seria talvez uma visão pessoal. Como sei que a visão (e experiência) das mulheres sobre o que é uma cidade segura pode ser diferente das visões masculinas, fui pesquisar a respeito em artigos acadêmicos e governamentais recentes para entender mais sobre a realidade. É mesmo percepção pessoal. Ou.... Pesquisa do Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva, divulgada em setembro de 2024, mostrou um dado alarmante: que 97% das brasileiras sentem medo de sofrer violência quando se deslocam pela cidade. A mesma pesquisa aponta que 71% das mulheres já sofreram algum tipo de violência durante seus deslocamentos urbanos. Entre mulheres negras e LBT, os índices sobem ainda mais.  Isso não é sensação isolada. Se per...

Grupos criativos - equilibrio entre realidade e inovação

Domenico De Masi (autor do livro Ócio Criativo) em uma entrevista para a Folha de São Paulo fala sobre a verdadeira loucura que é viver em uma megalópole, citando que "São Paulo é um grande manicômio. Eu não consigo entender como os milhões de pessoas que vivem aqui passam horas no carro a caminho do escritório, com tantas ferramentas tecnológicas disponíveis para trabalhar de casa." Fonte 


Recebi essa dica de texto sobre o Domenico de Masi via Cintia Citton (uma amiga da vida real e do Face que é consultora em gestão de empresas na JN Consultores Associados ).

Isso me lembrou uma coisa que ouvia quando era pequena. Que a tendência do trabalho seria a automatização e as pessoas teriam mais tempo livre para serem felizes, para terem lazer e os serviços migrariam justo para essas indústrias de entretenimento e afins. Na real o que vemos é que estamos cada vez mais ligados ao trabalho. Os computadores e smart phones nos liberam muitas vezes do trabalho em escritórios (e nem sempre a julgar pelas conclusões do Domenico....) mas nos tornam cada vez mais ligados e pilhados em trabalho, em pesquisas, em busca de informações e o que resulta é que nossas vidas sim é que se tornam cada dia mais automatizadas. E as atividades criativas como é que ficam??? Segundo De Masi dificilmente as ideias inovadoras surgem em ambientes de trabalho.

Me lembrei de um outro livro que li do mesmo autor onde ele estudava os grupos criativos europeus em um século de história recente e chegava a conclusão que uma organização criativa vive da delicada sintonia entre a Emoção e a Razão. Quem trabalha em Arquitetura e em Design sabe bem do que ele fala. Em um blog sobre Inovação e Criatividade achei essa definição muito boa: 

"Depois de percorrer a história da humanidade em busca de respostas sobre o fascinante processo da criatividade, De Masi conclui que a alma da organização criativa é fantasia e concretude, entusiasmo e visão, identidade e universalidade, reflexão ociosa e vitalidade fecunda, é imaginação, tensão em direção ao futuro, respeito às raízes e responsabilidade com a natureza." Fonte


trecho do livro A Emoção e a Regra

trecho do livro A Emoção e a Regra
Recomendo a leitura do livro. Para quem quiser saber mais uma resenha no link abaixo


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