Publicidade

Postagem em destaque

10 Lições que aprendi na faculdade de Arquitetura

Recebo algumas correspondências falando de como os leitores gostaram dessa ou de outra postagem aqui do blog. E sempre fico super feliz! É ...

2013/05/21

Biomimética - aprendendo com a natureza

Fonte
Bios (Vida) + Mimesis (imitação) deram origem à Biomimética , uma área da ciência que procura aprender com a natureza. Mas mais que imitação, ela procura aprender com a natureza. Um exemplo para a arquitetura é essa pesquisa onde a pele dos animais serve de fonte de inspiração para projetos de superfícies de edificações. 
Fonte
A natureza é pródiga em soluções, ela é um sucesso em termos de adaptabilidade e sobrevivência. (Pelo menos até agora ainda não conseguimos destruí-la). Ela tece seus caminhos por ciclos que se conectam formando uma grande rede que interage numa complexa harmonia. 

 A biomimética não consiste em propor formas de aproximação orgânica à arquitetura, ou de reinterpretar poeticamente a natureza: não se trata de desenvolver metáforas arquitetônicas da natureza. Não penso que os edifícios tenham que se assemelhar a plantas ou organismos biológicos mas sim acredito que podem funcionar como eles: podem mover-se, transferir ar e umidade, filtrar poluição, reorientar suas peles, modificar o calor e o frio, alertar aos ocupantes de mudar as condições sociais e meio-ambientais…etc.”.
Dennis Dollens

Aqui no Brasil temos como exemplo o trabalho de Marko Brajovic, um arquiteto croata que estudou em Veneza e Barcelona e mora aqui, tendo feito pesquisas na Amazônia (vide video abaixo). Ele desenvolve um trabalho bem fascinante em bambu, um material bastante versátil e de baixo impacto ambiental. É dele o projeto desse espaço de meditação. Aliás foi esse projeto que gerou esse post, instigação do colega Oscar Muller.
Espaço de meditação em bambu
Leia mais sobre Biomimética nos links abaixo:

Aliás o Oscar Muller nos brinda com as seguintes palavras sobre o video acima


"Neste vídeo do TEDxSudeste, Fred Gelli traça interessante paralelo entre nossas cidades e os bancos de corais. Assim como os humanos e as cidades, os peixes se concentram nestas áreas, usando toda a sorte de estratégias para a sobrevivência, e o desenho resultante nos dois casos tem uma similaridade impressionante. A biomimética resgata o valor do "modus operandi" holístico, econômico e cíclico próprio da natureza, que ainda não adotamos como imprescindível ao pensar na sobrevivência do bicho homem no planeta (em especial no planejamento dos nossos aglomerados urbanos), só posso arriscar que por força da inércia de um pensamento cartesiano, que há muito já sabemos ultrapassado. Ora, todos sabemos da falta de planejamento, e da perversa equação que leva a isto, que faz vítima as nossas cidades. No caso de Sampa ainda há o agravante do tamanho, e de uma situação tão caótica, que nossos legisladores e administradores estão sempre às voltas com emergências, são obrigados a correr atrás do prejuízo, e assim tem o foco sempre no passado, ao invés de trabalhar para o futuro. Mas mesmo quando acontece o acerto, mesmo quando este logra ser adotado pela sociedade, e mesmo até quando se fazem leis a suportá-lo, não há garantia de sucesso ou permanência, pois ao longo do tempo há a burla ou não aplicação da lei, os interesses escusos, a inércia do status quo, e inúmeros outros fatores competindo contra a mudança. No meu entender, para obter sucesso a longo prazo não basta encontrar a porta aberta do poder para incidir, nem uma administração disposta a realizar, é preciso fazê-lo de sorte a criar uma tendência que gere uma espiral positiva, cuja inércia garanta sua permanência. Ninguém melhor para nos ensinar como, que a mãe natureza: com ciclos holísticos e econômicos."   

Comentários
1 Comentários

1 Opiniões:

Elenara,

parabéns!

Que post profissional! Dá uma visão breve, mas bem completa e acessível sobre o assunto.

Tens certeza de que não és jornalista?

Publicidade

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More